Expectativa de inflação diminuiu, avaliou o Copom

Os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliaram, na sua reunião da quarta-feira da semana passada, dia 17, que o risco de descumprimento da meta de inflação de 2004 diminuiu desde a reunião de fevereiro. Essa diminuição, segundo análise dos diretores do BC, ocorreu tendo em vista o resultado do IPCA e de seus núcleos no mês passado e pela menor expectativa de inflação tanto para o curto prazo quanto para os próximos 12 meses. A inflação medida pelo IPCA em fevereiro registrou um recuo depois de três meses consecutivos de alta. "Houve quedas significativas nas inflação dos bens e serviços comercializáveis e administrados", comentam os diretores na ata da reunião, divulgada hoje. Entretanto, a inflação dos chamados bens e serviços não comercializáveis, registrou uma alta no mês passado, fortemente influenciada pelo aumento das mensalidades escolares. Essa queda de inflação mencionada pelo Copom é mais bem percebida, segundo análise do Comitê, no comportamento dos núcleos de inflação calculados pelo método de médias aparadas. "O núcelo calculado com a suavização de itens prestabelecidos caiu de 0,73% para 0,48%, o menor valor desde junho de 2002", citam os diretores. Além desses fatores, os integrantes do Copom chegaram a uma outra conclusão consensual. "Esse cenário mais favorável é resultado das decisões recentes da política monetária, que vêm mitigando o repasse dos aumentos de custos industriais para o varejo e os efeitos de segunda ordem das surpresas inflacionárias de janeiro e fevereiro", argumentam os integrantes do Comitê na ata da reunião realizada na semana passada, e divulgada esta manhã pelo BC. "Em particular, a atuação da política monetária foi decisiva para reverter um ambiente que se apresentava propício, no início do ano, a que setores líderes do processo de retomada pressionassem por aumentos de preços na expectativa de que as condições de demanda viessem a absorver tais aumentos", explicam. Para o Copom, houve portanto uma alteração no balanço de riscos em relação ao que foi descrito em janeiro e fevereiro, ou seja, diminuiu o risco de maior inflação e o nível de risco de falta de sustentação à retomada econômica foi mantido em patamar baixo.

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 11h48

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