Expectativa de inflação fica estável, mas PIB deve cair

As projeções de mercado para a inflação medida pelo Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2006 ficaram estáveis em 3,74% na pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. Esta é a segunda semana consecutiva que as previsões se mantêm inalteradas. Apesar da estabilidade, a inflação esperada para este ano ainda está abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 3,60% para 3,55% na comparação com dados da semana anterior.Há quatro semanas, a projeção para a inflação estava em 3,77%. A pesquisa do BC registrou ao mesmo tempo uma elevação das estimativas de IPCA para este ano das instituições Top Five, de 3,52% para 3,56% no cenário de médio prazo. Apesar da elevação, o porcentual estimado ainda é menor que os 3,69% projetados na época. Para 2007, a previsão da inflação é estabilidade em torno de 4,50% pela 52ª seguida. O porcentual equivale à meta central de 4,50% fixada pelo CMN para o próximo ano. Para agosto, as estimativas de IPCA recuaram de 0,31% para 0,30%. Foi a terceira queda seguida, que estavam previstas em 0,34%. Em setembro, as projeções estimam que haverá uma pequena queda de 0,34% para 0,33%, segunda baixa consecutiva, que estavam em 0,35% há quatro semanas. PIBCom a queda de 0,05 ponto porcentual da previsão do PIB, as estimativas ficaram um pouco mais distantes dos 4% projetados pelo próprio BC. As expectativas de aumento da produção industrial neste ano, por sua vez, ficaram estáveis em 4% e a previsão era de 4,17%.Para 2007, as previsões de crescimento do PIB continuaram estáveis em 3,70% pela 18º semana consecutiva. As estimativas de expansão da produção industrial no próximo ano também não mudaram e continuaram em 4,50% pela 19º semana seguida.Câmbio No mercado da taxa de câmbio, a projeção até o fim de 2007 caiu de R$ 2,34 para R$ 2,30. Esta foi a segunda queda consecutiva, que estavam em R$ 2,35. Apesar da redução, as previsões de taxa média de câmbio para 2007 continuaram estáveis em R$ 2,28. A previsão era de R$ 2,30. Para o fim deste ano, as estimativas de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,20. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,23. As estimativas de taxa média de câmbio para este ano também não mudaram e permaneceram em R$ 2,19. Estas projeções estavam em R$ 2,20. Selic Nas projeções para a taxa de juros, se manteve a estabilidade em 14,50% ao ano. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,25 ponto porcentual na reunião dos dias 29 e 30 deste mês. Para o final do ano, as estimativas também não mudaram e prosseguiram em 14% ao ano pela segunda semana seguida. Há quatro semanas, as previsões de juros no fim do ano estavam em 14,25% ao ano e ficaram estáveis em 15,28% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,34% ao ano. Já para o fim de 2007, as projeções do mercado financeiro para a taxa de juros permaneceram em 13% ao ano pela 21º semana seguida. As previsões de taxa média de juros no próximo ano, por sua vez, recuaram de 13,58% para 13,52%, terceira redução consecutiva, que estavam em 13,70%.Investimento estrangeiroO fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano ficaram estáveis em US$ 15,50 bilhões. As previsões estavam em US$ 15,40 bilhões e, para 2007, as estimativas de fluxo de IED também não mudaram e prosseguiram em US$ 16 bilhões pela oitava semana consecutiva.

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