Expectativa de juros baixos nos EUA influencia mercados no Brasil

O mercado de trabalho voltou a decepcionar nos EUA, onde a criação de oportunidades para a extensa população de desempregados seguiu bastante restrita em fevereiro. Longe das expectativas, o número de novas vagas subiu míseros 21 mil no mês passado, levando os mercados a crer que o banco central dos Estados Unidos (Fed) terá mesmo de manter, pacientemente, as taxas de juro do país nos atuais níveis. A taxa em fevereiro permaneceu em 5,6%, mesmo nível de janeiro e que foi revisado de 5,7%. O dado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos influenciou o comportamento dos juros dos títulos norte-americanos, que reagiram em queda. Juro mais baixo nos Estados Unidos leva o investidor a buscar alternativas com remuneração maior. A demanda por papéis da dívida brasileira aumentou, o que pressionou para cima a cotação do C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior. O papel, que operava em alta de apenas 0,19% antes do dado do Departamento do Trabalho dos EUA, ampliou seu ganho para 1,16%, ao chegar a 97,875 centavos por dólar na máxima. O BR40, outro título brasileiro, operou até 109 centavos por dólar na máxima, 2,34% acima do fechamento. O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ? está no patamar mínimo, em 537 pontos. Isso significa que os investidores pedem um prêmio de 5,37 pontos porcentuais acima dos juros pagos pelos títulos norte-americanos, considerados sem risco, para assumir o risco dos papéis da dívida brasileira. No cenário interno, o dado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos teve impacto positivo sobre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que opera na máxima do dia, em alta de 2,27%, às 15h06. O volume de negócios está em R$ 733 milhões. O dólar comercial, que abriu em alta, está no patamar mínimo do dia, cotado a R$ 2,8680 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 0,76%.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 15h09

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