Expectativa de medidas na Europa e EUA leva Ibovespa a 3a alta

A Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira, no maior rali de três dias em quase um ano, por expectativas crescentes de que os bancos centrais da zona do euro e dos Estados Unidos anunciem novas medidas de estímulo nos próximos dias.

Reuters

30 de julho de 2012 | 18h01

No fim de um pregão instável, o Ibovespa ampliou a alta nos ajustes finais e subiu 1,22 por cento, a 57.240 pontos. Assim, o índice acumulou alta de 8,8 por cento em três sessões, a maior valorização para este intervalo desde agosto de 2011.

O giro financeiro da sessão foi de 5,47 bilhões de reais, um pouco abaixo da média diária de julho, de 6 bilhões de reais.

"Existe grande expectativa no mercado de que o Banco Central Europeu atue com o respaldo dos principais países da região e traga uma solução maior para a Europa", disse Eduardo Dias, supervisor de investimentos da Omar Camargo Corretora.

Também crescia no mercado a expectativa de novas medidas de estímulo monetário nos Estados Unidos, em meio à lenta recuperação econômica do país.

Com isso, os mercados seguem à espera dos resultados da reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) na quarta-feira e do Banco Central Europeu na quinta-feira.

Segundo o analista técnico Filipe Botelho, da Comstop Consultoria Financeira, se a atuação dos bancos centrais agradar os mercados, o Ibovespa pode encontrar espaço para avançar até os 60 mil pontos. Do contrário, deve voltar aos 53 mil pontos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em leve queda de 0,02 por cento, enquanto o S&P 500 caiu 0,05 por cento. Mais cedo, o principal índice das ações europeias fechou em alta de 1,56 por cento.

Por aqui, Usiminas liderou os ganhos do Ibovespa, após o Goldman Sachs elevar, de "venda" para "compra", a recomendação para o papel preferencial da siderúrgica, que subiu 5,73 por cento, a 7,01 reais. A empresa divulga os resultados do segundo trimestre nesta segunda-feira, após o fechamento do mercado.

LLX subiu 3,86 por cento, a 2,96 reais, após o anúncio de que o bilionário Eike Batista fará uma oferta pública para fechar o capital de sua empresa de logística, com preço máximo de 3,13 reais por papel.

Em sentido oposto, a companhia de diagnósticos médicos Dasa foi o destaque de queda do índice, com baixa de 2,93 por cento, a 11,26, depois que o BTG Pactual reduziu para "neutra" a recomendação para a ação.

A fabricante de cigarros Souza Cruz perdeu 2,9 por cento, a 30,10 reais. Analistas do banco JP Morgan reduziram para "neutra" a recomendação para o papel. A fabricante de cigarros divulgou na sexta-feira que seu lucro do primeiro semestre subiu 7 por cento, ante mesma etapa de 2011.

Dentre as ações mais negociadas, a preferencial da Vale caiu 0,24 por cento, a 36,71 reais, e a da Petrobras subiu 0,69 por cento, a 20,31 reais. OGX teve alta de 1,22 por cento, a 5,82 reais. (Por Danielle Assalve; Edição de Aluísio Alves)

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