Expectativa de queda de juros

Com a melhora dos indicadores norte-americanos e do humor do mercado, fica distante o cenário de manutenção da taxa de juro básica - Selic - em 18,5% por mais três meses. Caso isso ocorra, no entanto, um Índice de Preços ao Consumidor (IPCA ) de 5,5%, neste ano, é uma possibilidade concreta, diz o economista do Unibanco Asset Management, Alexandre Mathias.Se a política conservadora do Copom estiver errada, irá resultar em uma inflação menor do que a meta. O custo disse seria pago na taxa de crescimento do PIB. O ex-presidente do Banco Central (BC), Gustavo Loyola, não vê nada de errado com o conservadorismo do BC. Segundo ele, num regime de metas de inflação, a autoridade monetária tem que se antecipar aos riscos. Para os que dizem que a taxa de câmbio estável também é um indicador para queda dos juros, Loyola diz que o preço do dólar atual deve entrar na análise do cálculo da inflação futura. Queda nas taxas Loyola reconhece que provavelmente os resultados positivos da inflação irão gerar pressões sobre essa política monetária conservadora. Loyola acha que até os dias 19 e 20, quando ocorre a próxima reunião do Copom, será crucial que os indicadores dos EUA continuem apontando para um desaceleração suave da economia. Se o cenário não se alterar, Mathias acredita em um corte de 0,25% na taxa de juros básica - Selic - já neste mês. Nas mesas de operação, há algum grau de cautela ainda presente. Por enquanto, as apostas mais comuns ainda são de manutenção da taxa Selic em 18,5%.

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