Expectativa de redução do preço da gasolina na sexta

Analistas apostam numa nova queda nos preços da gasolina e do diesel a ser anunciada pela Petrobras na próxima sexta-feira. Apesar de a estatal não confirmar a possibilidade de reajuste nestes derivados, o mercado avalia que há margem para esta redução e que o momento oportuno para anunciá-la seria esta semana, juntamente com os índices de reajuste mensal do óleo combustível, do querosene de aviação e da nafta, os quais devem projetar alta de preços para estes derivados. Outro fator que alimenta as especulações sobre a possibilidade de redução nos preços da gasolina e do diesel na próxima sexta-feira é a diferença entre o valor dos dois produtos no mercado doméstico e no mercado internacional. Segundo os cálculos de uma trading internacional de petróleo e derivados, enquanto no Brasil o litro da gasolina na refinaria, livre de impostos, está em R$ 0,70, no Golfo, o litro estava custando ontem R$ 0,6244. Na última semana, houve uma queda na cotação americana da gasolina, acompanhando o movimento do preço do petróleo. No caso do diesel, os cálculos da trading identificam uma diferença de 36%, em contar o custo do frete - o Brasil é importador deste combustível. O litro do diesel, antes de impostos, custa R$ 0,77 no Brasil, enquanto a cotação americana estava ontem em R$ 0,565, valor semelhante ao cobrado na semana passada. Preço mais alto no mercado interno estimula importaçãoO Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), aponta que a gasolina está 11% mais cara no Brasil do que no Golfo Americano e o diesel entre 23% e 25%. "Isso estimula a importação por empresas privadas, como já vem acontecendo", comenta Adriano Pires, diretor do CBIE. No mês passado, a Esso importou 100 mil barris de gasolina. Esta semana, a trading Vitol também concluiu a importação de gasolina em menor volume, segundo ele. "Essas importações só não estão ocorrendo com maior intensidade porque as distribuidoras temem não ter acesso aos terminais de oleodutos que estão nas mãos da Petrobras", avalia Adriano Pires. Segundo ele, se comparados com os combustíveis argentinos ? local de origem da importação da feita pela Esso ? a gasolina brasileira está 18% mais cara e o diesel 30% mais caro. "O maior exemplo de que os combustíveis estão mais caros no Brasil do que lá fora é a opção pela importação destas empresas mesmo com destino ao mercado do Sul e Sudeste do Brasil, que são regiões exportadoras de combustíveis para outros estados", avalia.

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