Expectativa do consumidor cai, aponta a FGV

O consumidor está frustrado com a recuperação da economia, que não ocorre no ritmo esperado, revela a Sondagem de Expectativas do Consumidor, divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda de 1,4% do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que compõe a sondagem, reflete cenário de pessimismo com a capacidade da economia de reagir à crise, explica a economista Viviane Seda, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

FERNANDA NUNES / RIO, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h09

Em novembro, a avaliação do consumidor sobre a situação voltou a cair (-0,7%), após dois meses de alta, enquanto as expectativas para os próximos seis meses ficaram ainda piores. O Índice de Expectativa (IE), que junto com o Índice de Situação Atual (ISA) forma o ICC, ficou negativo em 1,9%, após retração de 1% em outubro ante setembro.

"Historicamente, o índice está bastante acima da média. Mas não era esperado que caísse no fim do ano, período de emprego temporário, compras de Natal e renda extra", destacou Viviane.

As projeções sobre a economia são ainda piores entre os entrevistados das faixas de renda mais baixas. Para aqueles com rendimento mensal de até R$ 2,1 mil, da faixa um, o ICC caiu 4,3%; para as famílias com renda de R$ 2,1 mil a R$ 4,8 mil, da faixa dois, a queda foi de 2,1%. Para estes dois grupos, pesam no orçamento dívidas ainda não sanadas e a perspectiva de que o mercado de trabalho perde fôlego.

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