Expectativa para 2005 é positiva, diz pesquisa do Sebrae-SP

A Pesquisa de Conjuntura do Sebrae-SP, divulgada hoje, mostra que as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas começaram a sentir os efeitos positivos do crescimento econômico apenas no segundo semestre de 2004. O desempenho dos últimos meses do ano, no entanto, foi insuficiente para anular os passivos do primeiro semestre, quando as MPEs registraram quedas ou altas mínimas no faturamento, nível de pessoal ocupado e na folha de pagamento. "O ano de 2004 deve fechar com números fracos, mas a expectativa para 2005 é positiva, sobretudo por conta da inflação em queda e da manutenção da retomada do mercado interno", disse o diretor-superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca.Os dados da Pesquisa referentes a novembro mostram recuperação de receita pelo sétimo mês consecutivo: alta de 1,7% no faturamento real sobre outubro, para US$ 18,5 bilhões); queda de 0,2% no nível de pessoal ocupado (11 mil trabalhadores a menos) e alta de 40,1% nos gastos totais com salários, um número que reflete o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Na comparação com novembro de 2003, o faturamento real subiu 0,6%; o nível de emprego, 3,9% e os gastos com salários, 8,1%. "Os números confirmam a tendência de recuperação, depois de um primeiro semestre fraco", ressaltou o economista Pedro Gonçalves.O Sebrae ainda não fechou os números de dezembro, mas, segundo Gonçalves, deve registrar a continuação da retomada do crescimento. A indústria foi o setor que puxou o crescimento das micro e pequenas empresas em São Paulo, sobretudo as ligadas à atividade exportadora. Os segmentos que vendem insumos e componentes para as grandes empresas exportadoras foram as mais beneficiadas.

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