Expectativa para inflação em 2005 sobe, mas está dentro da meta

As projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiram de 5,31% para 5,33% em pesquisa semanal do BC, divulgada hoje. Com a alta, a previsão de inflação ficou um pouco mais distante do objetivo de 5,1% perseguido pelo Banco Central em 2005. Apesar disso, o porcentual encontra-se dentro do intervalo de tolerância de 2,5 pontos porcentuais da meta central de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano. A pesquisa também registrou uma estabilidade das expectativas de IPCA para este ano das instituições Top 5, em 5,33% no cenário de médio prazo. Esta foi a segunda semana seguida em que estas previsões não foram alteradas. Para 2006, as previsões de variação do IPCA ficaram estáveis em 4,60% pela quarta semana consecutiva. Apesar da estabilidade, o porcentual estimado é superior à meta central de 4,50% fixada para o próximo ano. Como no caso das estimativas para 2005, as previsões de inflação para o próximo ano também se encontram dentro do intervalo de tolerância de 2,5 pontos porcentuais, da meta de 4,5%. Juros em queda As projeções de mercado para a taxa de juros no final de 2006 caíram de 16% para 15,50% ao ano na pesquisa semanal do BC. A queda ocorreu na mesma semana que o BC anunciou que a partir do próximo ano as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que definem a Selic - a taxa básica de juros da economia - deixarão de ser mensais e passarão a ser realizadas com intervalo de aproximadamente 44 dias. As expectativas de taxa média de juros para o próximo ano recuaram, ao mesmo tempo, de 16,46% para 16,42%. Esta foi a segunda revisão para baixo destas previsões ocorrida em 2 semanas consecutivas. Há quatro semanas, as estimativas de taxa média de juros para 2006 estavam em 16,50%. As previsões de juros para o final deste ano, em contrapartida, seguiram estáveis em 18% ao ano pela 13º semana consecutiva. Ou seja, com a Selic atualmente em 19% ao ano, o mercado espera um corte de 1 ponto porcentual até o final de 2005. Câmbio As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final deste mês caíram de R$ 2,29 para R$ 2,28 na pesquisa do BC. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,30. As estimativas de câmbio para o final do ano não se alteraram e prosseguiram em R$ 2,30 pela segunda semana seguida. As expectativas de câmbio para o fim de 2006 também não mudaram e continuaram em R$ 2,50 pela segunda semana consecutiva. Já as projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caíram de 3,31% para 3,30% em pesquisa semanal do BC. Com a queda, o porcentual estimado ficou um pouco mais distante dos 3,4% esperados pelo próprio BC. As previsões de aumento da produção industrial neste ano também recuaram de 4,26% para 4,17%. Esta foi a segunda redução consecutiva destas estimativas, que chegaram a está em 4,31% há quatro semanas. Para 2006, as previsões de expansão do PIB seguiram estáveis em 3,50% pela 27º semana seguida. As estimativas de aumento da produção industrial no próximo ano também não mudaram e continuaram em 4,50% pela 10º semana consecutiva.

Agencia Estado,

07 Novembro 2005 | 12h09

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