Expectativa por alta de combustíveis puxa Petrobrás e Ibovespa

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h08

A expectativa de que haja um reajuste de combustíveis provocou uma euforia entre os investidores do mercado acionário, ontem, levou as ações da Petrobrás a altas superiores a 4% e garantiu um ganho de 1,78% ao Ibovespa. O principal índice de ações brasileiro fechou o pregão com 57.195,49 pontos, maior patamar desde 14 de maio.

Tudo começou com a sinalização dada. logo pela manhã, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o aumento está em estudo e pode ser necessário. Em seguida, ganharam força rumores baseados no plano de investimentos da companhia, de que a alta poderá chegar a 15%, o que potencializou a onda de compras dos papéis da petroleira.

No exterior, o clima de otimismo gerado também por expectativas, essas mais globais, só ajudou. Os investidores compraram ativos de risco na esperança de que medidas de incentivo econômico fossem sinalizadas nas reuniões do G-20 e do Federal Reserve - esta última termina hoje. A possibilidade mais considerada é de que o banco central dos EUA estenda seu programa de troca de títulos de longo prazo por papéis de vencimento mais curto, provocando uma queda nas taxas de juros.

No mercado internacional, essa perspectiva puxou bolsas e os preços das commodities para cima, enquanto a moeda dos Estados Unidos amargou perdas generalizadas, que se refletiram por aqui. No mercado à vista de balcão, o dólar cedeu 1,41% ante o real e encerrou o dia a R$ 2,030.

As taxas curtas de juros futuros, porém, seguiram impassíveis a tais especulações, com os investidores optando por esperar sinais claros e concretos para se mover. Por outro lado, a queda do dólar e a inflação comportada derrubou os juros dos vencimentos mais longos com certa consistência. Por enquanto, os fracos indicadores de atividade têm sido acompanhados por índices de preços favoráveis à estratégia de corte da taxa taxa básica de juros, a Selic.

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou em 0,63%, ante avanço de 1,00% em igual prévia de maio. Mereceu destaque a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M), que compõe o IGP-M e teve variação positiva de 0,14% na segunda prévia de junho, ante 0,41% em igual prévia de maio.

O IPC-Fipe, que mede a inflação da cidade de São Paulo, registrou alta de 0,25% na segunda quadrissemana de junho, após subir 0,28% na primeira prévia do mês.

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