Expectativas em torno do Copom, EUA e pesquisas

As expectativas com o resultado da pesquisa Ibope, que será divulgado na noite de hoje, e o comportamento do mundo perante a crise dos EUA devem continuar balizando a trajetória das cotações no mercado financeiro no Brasil. E essas influências não são positivas. Os rumores do mercado ontem eram de que o levantamento eleitoral mostrará Ciro Gomes no segundo lugar nas preferências do eleitorado, com alguma margem de vantagem sob Serra, o candidato preferido do mercado financeiro. No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em queda e as européias também operam no terreno negativo, pelo segundo dia consecutivo, devido às tensões do mercado norte-americano. Mas um terceiro componente deve ganhar peso na formação de cotações hoje: as apostas em torno da definição da taxa de juros referencial da economia, a Selic, que acontece na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O encontro ocorre hoje e amanhã e, no encerramento, será conhecida a taxa de juro para o próximo mês. Alguns especialistas de mercado acreditam que essa pode ser uma influência positiva, pois avaliam que o Copom tem espaço para um recuo de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros. Porém, essa não é a corrente majoritária e de ontem para hoje perdeu ainda mais força. "Com a piora de ontem e a sinalização de mais um dia nervoso hoje, o corte fica menos provável. É uma equação difícil porque pelo risco não deve se esperar corte, mas pela inflação e atividade econômica ele poderia ocorrer", diz o operador de um grande banco. Às 9h56, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,8730, em alta de 0,74% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 23,100% ao ano, frente a 22,750% ao ano negociados ontem. Na abertura, às 10h, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 0,11%.

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