Expectativas em torno do resultado do Copom

As expectativas em torno do resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que define a taxa de juros referencial da economia, a Selic, para o próximo mês deve merecer as maiores atenções do mercado financeiro nesta manhã. A maioria dos analistas espera por uma manutenção dos juros devido ao atual cenário de incertezas (veja link abaixo).Ontem à noite foi divulgado o resultado da pesquisa do Ibope. Uma piora da situação de José Serra na corrida presidencial, perdendo o segundo lugar para Ciro Gomes, já havia sido antecipada nos negócios de ontem e deve exercer pouca influência nas cotações hoje.Segundo o levantamento, Ciro Gomes subiu quatro ponto porcentuais, isolando-se no segundo com 22% da intenções de voto. Serra caiu dois pontos porcentuais, ficando em terceiro lugar com 15% das intenções de voto. O petista Lula continua a liderar as pesquisas de intenção de voto do Ibope. Ele caiu um ponto e está agora com 33% das preferências. Garotinho, está em quarto lugar, mas registrou queda no porcentual das intenções de voto, de 12% para 10%.Além do Copom, os analistas devem acompanhar os números da dívida pública de junho que serão divulgados a partir das 10 horas. Essas notícias internas vão concorrer com a agenda internacional que inclui mais um pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed), Alan Greenspan, e a divulgação de resultados de várias empresas (IBM e JP Morgan) e de dados da economia dos EUA (indicador de novas obras). Depois de uma semana de fortes volumes de exportações, o saldo entre saídas e entradas de recursos estrangeiros mostrou-se menos favorável nos últimos dois dias e alguns operadores comentam que algumas empresas estariam comprando recursos, aos poucos, para uma grande remessa, de cerca de US$ 1 bilhão, que não estava prevista. Às 10H01, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,8660, em queda de 0,21% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 22,850% ao ano, frente a 23,150% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava alta de 0,24%.

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