Expectativas indicam desaceleração do crescimento na A. Latina

As expectativas sobre o crescimentoeconômico na América Latina para os próximos meses pioraram emoutubro, de acordo com levantamento elaborado pelo institutoalemão Ifo e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). "A situação econômica atual continua sendo avaliada deforma bastante favorável por especialistas da região, mas adeterioração das expectativas em relação aos próximos meses jácomeça a afetar negativamente o ambiente econômico na AméricaLatina", informaram o Ifo e a FGV em comunicado publicado nestaquarta-feira. Em outubro, o Índice da Situação Atual (ISA) ficou em 6,4pontos, enquanto o índice de expectativas caiu de 5,4 para 4,7pontos, mesmo patamar registrado em julho de 2005, ambos osmenores desde outubro de 2001. "Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e naEuropa onde, em outubro, as avaliações sobre a situação atualjá apresentaram sinais de piora, o recuo do índice na AméricaLatina deve-se exclusivamente à disseminação de uma visão maispessimista entre os especialistas em relação aos próximosmeses", mostra o levantamento. Entre os fatores que colaboraram para a perda de confiançano desempenho de curto prazo das economias latinas estão aexpectativa de desaceleração dos Estados Unidos, por conta dacrise no mercado de crédito imobiliário, e os preços elevadosdo petróleo, que se aproxima do patamar histórico de 100dólares por barril. A sondagem econômica da América Latina serve aomonitoramento e antecipação de tendências econômicas. Apesquisa é feita com base em informações prestadas porespecialistas de cada país da região trimestralmente. Para aedição de outubro, foram consultados 117 especialistas em 15países. Entre os principais países da América Latina, a piora doclima econômico foi mais acentuada no Brasil, México e Chile.No Brasil, as avaliações sobre o presente e as previsões emrelação aos próximos meses ficaram menos favoráveis do que asrealizadas em julho. "Mas o índice de clima econômico de 6,5 pontos reflete umclima econômico ainda bom para os negócios e as expectativas emrelação aos investimentos produtivos continuam otimistas paraos próximos meses".

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