Expectativas indicam desaceleração do crescimento na AL

Piora nas projeções para os próximos meses já afeta negativamente o ambiente econômico da região

Renato Andrade, da Reuters,

21 de novembro de 2007 | 09h52

As expectativas sobre o crescimento econômico na América Latina para os próximos meses pioraram em outubro, de acordo com levantamento elaborado pelo instituto alemão IFO e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).  "A situação econômica atual continua sendo avaliada de forma bastante favorável por especialistas da região, mas a deterioração das expectativas em relação aos próximos meses já começa a afetar negativamente o ambiente econômico na América Latina", informaram o IFO e a FGV em comunicado publicado nesta quarta-feira.  Em outubro, o Índice da Situação Atual (ISA) ficou em 6,4 pontos, enquanto o índice de expectativas caiu de 5,4 para 4,7 pontos, mesmo patamar registrado em julho de 2005, ambos os menores desde outubro de 2001.  "Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa onde, em outubro, as avaliações sobre a situação atual já apresentaram sinais de piora, o recuo do índice na América Latina deve-se exclusivamente à disseminação de uma visão mais pessimista entre os especialistas em relação aos próximos meses", mostra o levantamento.  Entre os fatores que colaboraram para a perda de confiança no desempenho de curto prazo das economias latinas estão a expectativa de desaceleração dos Estados Unidos, por conta da crise no mercado de crédito imobiliário, e os preços elevados do petróleo, que se aproxima do patamar histórico de US$ 100 por barril.  A sondagem econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas. A pesquisa é feita com base em informações prestadas por especialistas de cada país da região trimestralmente. Para a edição de outubro, foram consultados 117 especialistas em 15 países.  Entre os principais países da América Latina, a piora do clima econômico foi mais acentuada no Brasil, México e Chile. No Brasil, as avaliações sobre o presente e as previsões em relação aos próximos meses ficaram menos favoráveis do que as realizadas em julho.  "Mas o índice de clima econômico de 6,5 pontos reflete um clima econômico ainda bom para os negócios e as expectativas em relação aos investimentos produtivos continuam otimistas para os próximos meses".

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