Expectativas sobre juro de 2010 pressionam bolsas da Ásia

Maioria dos mercados voltou a ter sinal negativo, com exceção de Tóquio, que subiu com forte rali de bancos

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2009 | 08h20

A maioria das bolsas da Ásia voltou a apresentar sinal negativo nesta quarta-feira, em meio à expectativa pela conclusão da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Fatores locais também influenciaram os negócios e, na Coreia, as ações do estaleiro Daewoo tiveram forte alta com as encomendas que a empresa recebeu da Petrobrás.

 

Em Hong Kong, o capital estrangeiro continuou a sair e levou o índice Hang Seng à segunda queda consecutiva, liderada pelas incorporadoras imobiliárias e bancos chineses, ante a preocupação de que Pequim tome medidas para evitar uma bolha imobiliária. O índice caiu 0,9%, para 21.611,74 pontos.

 

As Bolsas da China fecharam em queda pelo segundo pregão seguido. Os temores sobre a liquidez do mercado, por conta do iminente lançamento de dois IPOs, e as preocupações com as medidas do governo para o setor imobiliário, prejudicaram os negócios. O Xangai Composto caiu 0,6% e encerrou aos 3.255,21 pontos. O Shenzhen Composto perdeu 1,1% e terminou aos 1.201,97 pontos.

 

As expectativas de que o yuan irá se fortalecer nos próximos meses, por causa da contínua recuperação econômica chinesa, combinadas com a estabilidade da taxa de paridade central, deixaram o yuan inalterado frente à divisa dos EUA. No mercado de balcão, às 7h30 (horário de Brasília), a cotação de compra e venda do dólar era de 6,8280 yuans, igual ao fechamento de ontem.

 

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, voltou a apresentar queda, no encalço das perdas nos demais mercados asiáticos. O Taiwan Weighted baixou 0,7% e encerrou aos 7.751,60 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou praticamente estável em meio à cautela em relação ao resultado da reunião de dois dias do Fed. O índice recuou apenas 0,1%, aos 1.664,24 pontos.

 

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 encerrou em queda de 0,3%, aos 4.661,9 pontos. A divulgação do crescimento de 0,2% no PIB australiano no terceiro trimestre, abaixo da expectativa do mercado, de 0,4%, teve impacto mínimo sobre os investidores. A queda do dólar arrastou as cotações dos metais e pressionou os papéis da BHP, que recuaram 0,1%. Já o índice PSEi da Bolsa de Manila, nas Filipinas, baixou 0,5%, para 3.032,37 pontos. As informações são da Dow Jones.

 

Tóquio fecha em alta com forte rali de bancos

 

Já o índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em seu nível mais alto em cerca de 7 semanas, uma vez que as golpeadas ações do setor bancário tiveram um forte rali com a expectativa de que regras mais rígidas de adequação do capital não sejam implementadas logo. O índice avançou 93,93 pontos, ou 0,9%, para 10.177,41 pontos, a maior pontuação desde 27 de outubro.

 

As ações dos principais bancos foram alvo de um frenesi de compras e de cobertura de vendas a descoberto desde a abertura do pregão, estimuladas por uma reportagem do jornal The Nikkei segundo a qual o Comitê da Basileia sobre Supervisão Bancária fechou acordo para adiar a implementação das novas regras de adequação do capital para os grande bancos, optando por criar um período de transição de pelo menos 10 anos.

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