Experiência em operação de trem-bala deverá ser de 5 anos

Exigência de comprovação de operação segura deve manter os chineses fora da operação do projeto brasileiro

Eduardo Rodrigues e Anne Warth, da Agência Estado,

26 de novembro de 2012 | 19h13

BRASÍLIA - O primeiro relatório publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a consulta pública do edital do trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro confirma que a exigência de experiência na operação de trens de alta velocidade cairá de dez para cinco anos.

A confirmação da mudança se deu em resposta a um questionamento realizado por meio eletrônico - cuja autoria não foi publicada pela ANTT - que apontou que a limitação original excluía a possibilidade de participação da tecnologia MagLev chinesa no leilão, visto que sua operação comercial se iniciou em janeiro de 2004, em Xangai. Um grupo coreano já havia feito o mesmo questionamento.

No entanto, a exigência de comprovação de operação segura deve manter os chineses fora da operação do projeto brasileiro, já que o operador da tecnologia MagLev registrou um acidente com vítimas fatais nos últimos cinco anos. No dia 23 de julho de 2011, mais de 30 passageiros faleceram e quase 200 ficaram feridos em uma colisão entre dois trens da companhia chinesa. Ainda assim, a tecnologia poderá ser utilizada no Brasil, desde que operada por outro grupo.

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