Denny Cesare / Código19
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Explosão em Paulínia não vai causar desabastecimento de combustível, diz Petrobrás

Explosão atinge caldeira da maior refinaria de petróleo do Pais; segundo o Corpo de Bombeiros, não houve registro de vítimas; produção foi paralisada e será instaurada uma comissão para avaliar as causas do acidente

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2018 | 04h43
Atualizado 20 Agosto 2018 | 12h37

A Petrobrás ainda avalia os prejuízos da explosão que atingiu uma das caldeiras da Replan, maior refinaria de petróleo da estatal, localizada na cidade de Paulínia, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, 20. Mesmo assim, a empresa afirma que não há riscos de desabastecimento de combustíveis.

Segundo o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, a chance de faltar derivativos de petróleo no meracado interno é inexistente porque os estoques são suficientes para compensar as perdas decorrentes do acidente.

O acidente aconteceu às 0h51 desta segunda-feira, segundo informações do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro SP). A ação da brigada de incêndio da própria refinaria evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do complexo.

Dez viaturas do Corpo de Bombeiros dos municípios de Paulínia e Campinas foram enviadas ao local. 

Sindicato rechaça emissão de gase tóxicos

A explosão não provocou emissão de gases tóxicos para a atmosfera, segundo avaliação divulgada pelo Sindipetro SP. O incidente ocorreu em duas unidades responsáveis pela transformação do petróleo em combustível. O funcionamento dos equipamentos foi interrompido imediatamente.

"Foi decidida a parada geral preventiva das unidades de processo", relatou o Sindipetro-SP, em nota para a imprensa. "Não houve emissão de gases tóxicos para a atmosfera. Não houve vítimas. (Os) focos de fogo (foram) totalmente extintos. A origem da ocorrência não foi determinada até o momento", completou o comunicado. 

FUP diz faltam funcionários

O incidente, segundo avaliação do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi, pode ser consequência da redução no quadro de funcionários da Petrobrás e nos investimentos em manutenção.

"A Petrobrás fez um programa de demissão voluntária e não houve reposição do quadro de funcionários. Uma das linhas de investigação nossa para a explosão é a falta de efetivo, e outro problema é a falta de manutenção. Nessa passagem de gestão do Pedro Parente e agora do Ivan Monteiro (na presidência da Petrobras), as manutenções estão sendo adiadas para economia de dinheiro. Isso torna as unidades vulneráveis a registrar vazamentos e quebra de equipamentos", contou Simão.

O coordenador da FUP acredita que a paralisação terá consequências sobre o desempenho da produção. "Acho que vai ter (prejuízo na produção) porque o incêndio foi na unidade de destilação", lembrou Simão. "Mas o prejuízo é só material", completou.

Relembre a explosão

Nas primeiras horas desta segunda-feira, 20, uma explosão atingiu duas unidades que integram o processo de produção de combustível da Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobrás, localizada na cidade de Paulínia, em São Paulo.

Dez viaturas do Corpo de Bombeiros dos municípios de Paulínia e Campinas foram enviadas ao local. A ação da brigada de incêndio da própria refinaria evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do complexo.  

Segundo o 7.º Grupamento do Corpo de Bombeiros, que atende às ocorrências na região, não houve registro de vítimas. 

Moradores relataram pelas redes sociais que as janelas tremeram com a explosão, e o fogo e a fumaça podiam ser vistos de diversos pontos da cidade. 

A Replan fica a 118 km da capital paulista e tem capacidade para processar 415 mil barris diários de petróleo, o que corresponde a 20% de todo refino nacional. Segundo a Petrobrás, a produção foi paralisada e será instaurada uma comissão para avaliar as causas do acidente.

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