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Exportação de bala e chocolate deve crescer 20% no ano

As exportações do setor de balas, confeitos e chocolates deverão crescer cerca de 20%, tanto em faturamento como em volume, neste ano na comparação com 2001, quando o Brasil embarcou US$ 193 milhões, correspondente a volume de 131 mil toneladas. De 1998 a 2001, as vendas externas destes produtos cresceram 87% em receita, gerando superávit de US$ 143 milhões em 2001, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Balas e Derivados (Abicab).Há quatro anos, o Brasil vendia para 82 países, número que subiu para 113 no ano passado. "As exportações vêm suprindo uma necessidade de crescimento dentro de um mercado interno estável há vários anos", disse o presidente da Associação, Getúlio Ursulino Netto.De acordo com os dados da entidade, no ano passado, a Argentina liderou as compras brasileiras, alcançando US$ 50 milhões, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 29 milhões. Entre os dez maiores consumidores de produtos brasileiros destacam-se ainda Paraguai (US$ 17 milhões), México (US$ 14 milhões), Uruguai (US$10 milhões), Chile (US$ 8 milhões), África do Sul (US$ 8 milhões), Canadá (US$ 5 milhões), Venezuela (US$ 5 milhões) e Angola (US$ 4 milhões).Participação brasileiraO Brasil é quinto maior produtor de chocolates do mundo, com produção de 327 mil toneladas no ano passado, e segundo colocado em balas, com 464 mil toneladas, representando 0,95% do comércio mundial desses produtos.As vendas externas de balas, confeitos e chocolates movimentaram 2 milhões de toneladas no mercado mundial em 2001, e o Brasil respondeu por 4% das exportações do setor.Ainda de acordo com pesquisa da Abicab, o Páis representa 7% da produção e consumo mundiais do setor de chocolates, balas e confeitos; 19% do total da América do Norte; e 48% da América Latina.Otimista, o presidente da Abicab acredita que o Brasil tem potencial para aumentar em dois dígitos as exportações a cada ano. Ele ressaltou que, até 98, o setor era deficitário na balança comercial. Em três anos, o setor conseguiu mudar este cenário, gerando superávit. "Cada dólar investido pela Apex (Agência de Promoção às Exportações) no nosso setor resulta num retorno de 181 dólares positivos na balança", afirmou.Desde 98, a Apex vem implementando amplo projeto no setor para aumentar as vendas no mundo. Naquele ano, por exemplo, surgiu o logotipo Sweet Brazil, "que mostra que o Brasil é doce por ser o líder mundial na produção de açúcar e um dos maiores fabricantes do setor".Hoje, apenas 15 das 102 empresas associadas à Abicab exportam, mas a intenção, de acordo com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em parceria com Abicab e Apex, é tornar o setor cada vez mais competitivo e inserir no mercado externo todos os produtores da área.

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