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Exportação de milho é recorde

Brasil deve embarcar até final do ano 7,5 milhões de t

O Estadao de S.Paulo

29 de julho de 2007 | 00h00

O Brasil deverá bater um recorde de exportação de milho até o fim deste ano. A expectativa do mercado é de que o País exporte 7,5 milhões a 8 milhões de toneladas do cereal até dezembro. A exportação recorde reflete a maior demanda pelo grão no mercado internacional e a maior oferta do grão por parte dos produtores brasileiros, que foram em busca de bons preços. As cotações dispararam no fim do ano passado, quando os Estados Unidos anunciaram um plano de crescimento agressivo da produção de etanol a partir do milho. Essa corrida fará os EUA baterem um recorde de produção de milho este ano. O volume colhido a partir de setembro naquele país deve atingir 326 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Trata-se da maior área plantada com milho desde a Segunda Guerra Mundial. O recorde anterior de produção de milho nos EUA foi alcançado na safra 2004/2005, quando foram colhidos 300 milhões de toneladas. O preço do grão, que alcançou a marca de US$ 165 por tonelada, já recuou para US$ 135, um valor ainda muito bom. "De qualquer forma, acredito que essa redução do preço abra espaço para a soja, já que o cultivo do milho exige ainda mais cuidado e insumos", diz André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult. Essa análise não é compartilhada pelo diretor da RC Consultores, Fábio Silveira. Segundo ele, o cultivo de milho no Brasil deve crescer e, a médio prazo, a cultura deve se consolidar como um importante produto de exportação, repetindo a façanha da soja. "No longo prazo, poderemos ter um novo ciclo da agricultura, baseado no milho", prevê. Nas contas do economista, a produção de milho, projetada para a safra 2007/2008 em 55,8 milhões de toneladas, poderá atingir 100 milhões de toneladas até o ano de 2015.

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