Exportação de suínos para a Rússia cresce 95% no trimestre

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Exportação de suínos para a Rússia cresce 95% no trimestre

 Crescimento surpreende autoridades brasileiras, pois só quatro frigoríficos estão autorizados a vender aos russos

Venilson Ferreira ,

11 de abril de 2013 | 19h30

BRASÍLIA - As exportações brasileiras de carne suína para o mercado russo no primeiro trimestre deste ano somaram 31.976 toneladas. O volume foi 95,2% superior ao embarcado em igual período do ano passado (16.378 toneladas).

A receita das exportações de janeiro a março cresceu 86,5% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado e atingiu US$ 94,844 milhões. O preço médio recuou 4,46% para US$ 2,9 mil a tonelada.

O expressivo crescimento das importações russas surpreendeu o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, pois o serviço de defesa agropecuária da Rússia, o Rosselkhoznadzor, mantém autorização de embarque para apenas quatro frigoríficos dentre os vinte que estão habilitados para exportar para aquele mercado.

O governo brasileiro já foi informado pela Rússia da retirada das restrições às importações, mas o governo russo na prática ainda não liberou nenhum frigorífico de suínos e bovinos do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, que não exportam para a Rússia desde junho de 2011.

No final do mês passado foram liberados dois frigoríficos de aves do Paraná. Dos frigoríficos habilitados para exportar carne suína, dois são da BRF e estão localizados em Goiás e Minas Gerais. Outros dois estão situados em Santa Catarina (Riosulense e Seara).

A retomada do mercado russo no primeiro trimestre deste ano foi fundamental para o desempenho das exportações do setor, pois os embarques recuaram para os outros seis principais destinos.

No total os embarques de carne suína de janeiro a março somaram 119.415 toneladas e recuaram 2,5%

em relação a igual período do ano passado. A receita aumentou 1,15%, para US$ 317,2 milhões.

 

A principal queda em termos de volume ocorreu nos embarques para Hong Kong, que somaram 26.700 toneladas nos primeiros três meses. No caso da Ucrânia, que suspendeu as importações de carne suína brasileira em meados do mês passado, os embarques acumulados no trimestre apresentam queda de 6,4%.

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