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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Exportação de veículos deve bater recorde de US$ 9 bi em 2003

Nem a nova disputa comercial com a Argentina nem o desaquecimento do mercado interno estão tirando o bom humor do setor automotivo brasileiro que, este ano, deve comemorar um recorde de US$ 9 bilhões em exportações, cerca de 20% a mais do total exportado em 2002. O mais importante nesse resultado é que o déficit que a indústria amargava até poucos anos atrás foi revertido e o superávit entre janeiro e julho deste ano já soma US$ 2,4 bilhões, de acordo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).Os principais responsáveis por esses números positivos, porém, não são mais os argentinos, que até 1997 absorviam quase 40% do que o Brasil exportava em veículos, máquinas agrícolas, carrocerias e autopeças para o mundo. Agora, são os Estados Unidos, o México e a Ásia os principais destinos desses produtos. Essa reordenação ocorrida nos dois últimos anos mostra que houve uma alteração de rota nas exportações brasileiras de veículos e autopeças.A Ásia, que havia pouco tempo era um mercado insignificante, já absorve 11% do que o Brasil exporta em veículos e autopeças, aproximando-se da Argentina, que importou 13,5% nos primeiros sete meses deste ano. Já o México, responsável por 16,3% das exportações brasileiras do setor automotivo, passou a ser o maior e mais importante mercado para os veículos prontos produzidos no País, ainda segundo dados da Anfavea.Os EUA, que ainda são o principal mercado para as montadoras brasileiras na atualidade, compram até motores. O mercado norte-americano ainda importa 26% dos veículos e autopeças, entre outros, que o Brasil vende ao mundo. Até o ano passado, esse percentual era de 30%.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2003 | 15h14

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