Renda extra

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Exportação de veículos soma 71% de recursos do BNDES ao setor

Depois de encerrar 2002 em queda de 10%, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor automotivo voltaram a crescer este ano. De janeiro a abril, os financiamentos para montadoras e fabricantes de autopeças aumentaram 68% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 469 milhões. Diferentemente do que ocorreu até o fim da década de 90, entretanto, a maioria dos recursos já não é mais destinada à ampliação do parque automotivo, mas às exportações e à reestruturação de fábricas.No primeiro quadrimestre do ano, 71% (ou R$ 334 milhões) dos desembolsos da instituição ao setor foram direcionados para o financiamento de exportações de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, já que os carros de passeio não dispõem de linhas de crédito do banco para exportar. Os ônibus produzidos pela Volkswagen em Resende (RJ) e comercializados no exterior estão entre os veículos contemplados com linhas de crédito do banco. O financiamento do BNDES é disponibilizado ao operador de comércio exterior - no caso, a Cotia Trading. A empresa já participou do envio de 311 ônibus VW para a Arábia Saudita. O negócio mais recente foi fechado entre a montadora e a República Dominicana, envolvendo 80 ônibus. A DaimlerChrysler (Mercedes-Benz) também enviou veículos ao Oriente Médio utilizando recursos do banco. A montadora alemã prevê um crescimento de 53% em suas vendas externas de caminhões e ônibus neste ano, para 8,4 mil unidades, ante 5,5 mil veículos exportados em 2002. A Volkswagen de Resende projeta incremento nos negócios externos. A empresa acredita numa alta de 42% nas exportações de caminhões e ônibus em 2003, para mais de 2.000 unidades. No primeiro quadrimestre do ano, as vendas externas cresceram 150%, para 707 caminhões e ônibus.Novo destino"Nos últimos anos, o destino dos desembolsos do BNDES mudou bastante", diz o diretor de relações institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero. Ele acrescenta que o financiamento agora tem como objetivo, além das exportações, a atualização das fábricas e da linha de produtos das montadoras. O motivo é lógico: com uma capacidade instalada de 3,2 milhões de veículos por ano e uma ociosidade superior a 40%, não há porque construir novas unidades. O unidade da Suspensys inaugurada este mês em Caxias do Sul (RS), numa associação entre o grupo Randon e a norte-americana ArvinMeritor, está entre os poucos novos empreendimentos no País. Parte dos recursos disponibilizados pelo BNDES no primeiro quadrimestre do ano foram dirigidos à nova fábrica. Unidades de autopeças e componentes automotivos como a da Roberto Bosch, que produz sistemas de injeção para motores a diesel, em Curitiba (PR) e a da Eaton, que fabrica componentes para transmissão de caminhões em Mogi Mirim (SP), também receberam recursos da instituição. Outras empresas contempladas com desembolsos são as veteranas Ford e Volkswagen. Os financiamentos do banco destinaram-se à nova fábrica da montadora norte-americana em Camaçari, na Bahia, onde são produzidos o Fiesta e o EcoSport, e à unidade da Volkswagen da Anchieta, recentemente reestruturada.

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