Exportação japonesa cai pelo 6º mês seguido

Déficit comercial do Japão atinge US$ 11,4 bilhões em novembro e é o maior em dez meses; vendas para a China recuaram 14,5% no ano

TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h09

As exportações do Japão caíram pelo sexto mês seguido em novembro em relação ao mês do ano anterior, colocando ainda mais pressão sobre o banco central do país para expandir o estímulo monetário vigorosamente.

O déficit comercial do Japão de 953,4 bilhões de ienes (US$ 11,4 bilhões) em novembro foi o maior em dez meses, à medida que a crise da dívida soberana da Europa e uma forte queda nas exportações para a China prejudicaram a demanda externa e colocaram a economia japonesa, a terceira maior do mundo, em recessão neste ano.

Dados publicados ontem pelo Ministério das Finanças mostraram queda anual de 4,1% nas exportações, após um declínio de 6,5% em outubro na comparação anual. Mas a queda foi menor que a mediana das previsões de pesquisa da Reuters de declínio anual de 5,4%.

Os fracos dados favorecem o jogo do próximo primeiro-ministro, Shinzo Abe, que tem feito campanha por mais ação monetária agressiva para animar a economia.

Os números foram publicados enquanto o Banco do Japão, o banco central do país, iniciava sua reunião de dezembro. Espera-se que a autoridade monetária anuncie hoje medidas de estímulo.

As exportações para a China caíram 14,5% no ano até novembro, o sexto mês consecutivo de declínio anual, levando o valor das exportações para a China a ficar abaixo do montante exportado aos Estados Unidos.

As exportações para a Europa recuaram 19,9% em novembro ante o ano anterior. A crise da dívida soberana do continente, o alto desemprego e a recessão prejudicaram a demanda.

Os embarques para os Estados Unidos subiram 5,3% em novembro segundo a base anual, mais rapidamente que o aumento de 3,1% em outubro, por causa das exportações maiores de automóveis e autopeças. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.