Exportação melhora com estímulo do governo, diz Haberfeld

O presidente da Câmara Americana de Comércio, Sérgio Haberfeld disse que o resultado das exportações brasileiras demonstra que os empresários responderam positivamente aos estímulos do governo. "O fato é que na hora em que o governo dá o impulso, ajuda na exportação, pede e dá algum tempo, as coisas acontecem", frisou o representante empresarial durante entrevista no Conta Corrente, da Globo News. Ele lembrou que o atual surto exportador não é inédito no País, mas é semelhante ao que já ocorreu em 1963 e em 1982/83. "Agora nós estamos numa terceira fase, que eu espero que seja algo que dure", afirmou. "Nós temos condições, temos eficiência e o dólar está num patamar conveniente para as exportações. Com isso, nós chegamos no ponto em que estamos." Pressão inflacionáriaO empresário acha que o Banco Central não deverá mexer com a taxa de juros na próxima reunião do Copom. Mas, ao mesmo tempo, ele prevê que novas pressões inflacionárias nos próximos meses deverá levar a uma nova escalada da taxa básica de juros. "Eu acho que no momento as pesquisas estão mostrando ainda a inflação sob controle, o que deverá levar o Banco Central a manter os juros no patamar em que estão", estima Haberfeld. "Mas eu tenho a sensação de que no segundo semestre nós vamos ter uma pressão inflacionária maior com as pressões por aumento de salários - as empresas estão sem capacidade ociosa -, então haverá uma tendência de aumento de preços. E, havendo isso, o Banco Central deverá aumentar novamente os juros."Eleições americanasO presidente da Câmara Americana de Comércio também comentou a decisão do Fed (Banco Central americano) de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual. Ele acredita que o Brasil pode ficar tranqüilo, pois não haverá mudanças próximas na política econômica norte-americana, pelo menos até as eleições de novembro. "O governo atual (do presidente George Bush) fará qualquer coisa para crescer. E isso não é só no Brasil que acontece: para ganhar a eleição você tem de mostrar uma economia robusta, uma economia forte. Até novembro não teremos grandes acontecimentos."

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