Exportação recua, mas resultado da balança é 10º melhor do ano

Apesar do recuo de 2,2% na exportação em comparação com a média acumulada até a segunda semana do mês, a balança comercial registrou o 10º melhor resultado do ano, apresentando um superávit de US$ 1,022 bilhão na terceira semana de agosto. A quantia é resultado de US$ 3,011 bilhões em exportações (média diária de US$ 602,2 milhões) e de US$ 1,989 bilhão em importações (média diária de US$ 397,8 milhões). No mês, o saldo acumulado é de US$ 3,128 bilhões e, no ano, de US$ 28,297 bilhões.O resultado desta terceira semana foi 29,66% inferior ao saldo da semana passada, de US$ 1,453 bilhão. Na comparação com agosto de 2005, a média das exportações cresceu 23,9% e, a das importações, 15,8%. Mas, em relação ao último mês de julho, a média das exportações caiu até agora, em agosto, 5,8%, enquanto as importações tiveram um pequeno crescimento de 1,9%. No acumulado do ano, as exportações de janeiro a agosto aumentaram 15,5% em relação ao mesmo período de 2005, enquanto as importações registraram um crescimento maior, de 22,3%.ExportaçõesAs vendas de produtos manufaturados caíram 5%, com a redução dos embarques de automóveis, autopeças, motores para veículos, açúcar refinado, gasolina e óleos combustíveis. Já as exportações de produtos básicos tiveram uma queda de 2,9%, puxada por menores embarques de minério de ferro, soja em grão, petróleo em bruto e farelo de soja. Por outro lado, as vendas de produtos semimanufaturados cresceram 12,6% na terceira semana. Esse aumento refletiu maiores vendas de celulose, alumínio em bruto, ferro fundido, couros e peles e semimanufaturados de ferro e aço.Em relação à média de agosto do ano passado, houve expansão das vendas em todas as categorias de produtos: semimanufaturados (70,2%), manufaturados (22,7%) e básicos (12,8%). As exportações de semimanufaturados foram puxadas pelas vendas de açúcar em bruto, produtos semimanufaturados de ferro/aço, alumínio em bruto, celulose, couros e peles e ferro fundido. As exportações de manufaturados aumentaram por conta dos embarques de álcool etílico, aparelhos transmissores e receptores, gasolina, óleos combustíveis, motores para veículos, autopeças e automóveis. Em relação aos produtos básicos, houve aumento nas vendas externas de fumo em folhas, farelo de soja, carnes bovina, suína e de frango, minério de ferro, milho em grão e mármores e granitos. ImportaçõesAs importações brasileiras na terceira semana de agosto, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), subiram 1,5% em relação à média diária acumulada até a segunda semana do mês. Os técnicos do MDIC atribuíram esse aumento a maiores compras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos e plásticos.Na comparação com agosto do ano passado, aumentaram os gastos, principalmente, com a compra externa de adubos e fertilizantes (80,3%), siderúrgicos (36,5%), veículos automóveis e partes (35,5%), farmacêuticos (32,4%), plásticos e obras (18,1%), equipamentos elétricos e eletrônicos (15,1%) e equipamentos mecânicos (15,0%).

Agencia Estado,

21 de agosto de 2006 | 12h55

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