Exportações argentinas voltam ao normal na 2ª

As exportações argentinas começaram a restabelecer o sistema de pagamentos para normalizar as atividades, que estão suspensas há 21 dias. Para o presidente da Cera (Câmara de Exportadores da República Argentina), Enrique Mantilla, somente a partir de segunda-feira o sistema deverá iniciar "um processo de normalização, tanto em relação aos pagamentos quanto às exportações", segundo afirmou à Agência Estado. Mantilla se queixa da falta de "inúmeras medidas complementares para que o setor volte a funcionar", dentre as quais destacam-se a adequação da liquidação de divisas e das alíquotas automáticas, os prazos para estas liquidações e o tratamento fiscal. Ele explicou que há um grande volume de estoque para ser liquidado, e isso ocorrerá a partir da próxima semana. Mantilla estima que, embora o peso tenha desvalorizado e isso favoreça as exportações, o "real ainda está 21% mais desvalorizado que o peso?. ?Isso significa que não podemos pensar num aumento das exportações para o vizinho", disse, em tom de queixa. Segundo seus cálculos, a Argentina levará um ano para equilibrar e incrementar suas exportações. Enrique Mantilla disse, no entanto, entender que o país está passando por um plano em construção, o que deixa os parâmetros financeiros, fiscais e cambiais instáveis. Para ele, "até que não haja um acordo com o Fundo Monetário Internacional, o plano ficará em construção, ou seja, sem estabilidade", afirmou. Os representantes dos exportadores disse que os problemas enfrentados pelos vários setores, não só o exportador, são "decorrentes de uma transição e da administração de uma crise, o que é absolutamente normal", afirmou. Leia o especial

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