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Exportações chinesas caem 22,6% em abril

Enquanto as exportações caíram pelo sexto mês seguido, os investimentos surpreenderam e cresceram 34%

Cláudia Trevisan, PEQUIM, O Estadao de S.Paulo

13 de maio de 2009 | 00h00

As exportações chinesas voltaram a cair em abril, pelo sexto mês seguido, e acima do esperado por analistas. A queda foi de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os indicadores domésticos surpreenderam positivamente. O principal deles foi o aumento de 34% nos investimentos em ativos fixos, o que elevou a alta média acumulada em 2009 para 30,5%. Em 2008, o índice foi de 26,1%.A expansão nos investimentos significa que mais recursos estão sendo destinados a obras de infraestrutura e construção de edifícios e fábricas, o que aumentará a capacidade de produção. Os setores que mostraram maior aumento no investimento no período de janeiro a abril foram o de transporte ferroviário (94%), de minerais não-metálicos (58,6%) e de mineração de carvão (36,6%). Segundo o banco de investimentos Morgan Stanley, os setores ligados à exportação tiveram aumento mínimo ou retração no volume de investimentos no acumulado do ano, o que reflete a fraqueza da demanda global por produtos chineses.No mês passado, os embarques para o exterior somaram US$ 91,94 bilhões, 22,6% menos que em igual período do ano passado. Em março, as exportações já haviam recuado 17% em relação ao mesmo mês de 2008. Na época, vários analistas avaliaram que a retração das exportações chinesas começava a se estabilizar. As importações, por sua vez, diminuíram 23%, para US$ 78,8 bilhões, o que resultou num superávit comercial de US$ 13,14 bilhões. No primeiro quadrimestre, as exportações somaram US$ 337,42 bilhões (-20,5%) e as importações, US$ 261,99 bilhões (-28,7%). No período, o saldo comercial ficou em US$ 75,43 bilhões.O aumento de 30,5% nos investimentos em ativos fixos se traduziu em gastos de US$ 543,2 bilhões no período, valor próximo do pacote de estímulo de US$ 585 bilhões anunciado pelo governo em novembro de 2008.Esse desempenho foi possível em grande parte graças à explosão no volume de empréstimos bancários em dezembro. Somente nos primeiros três meses de 2009, os bancos chineses concederam um total de US$ 673 bilhões em crédito, valor não muito distante dos US$ 716,9 bilhões concedidos em todo o ano de 2008.O ritmo de concessão de empréstimos diminuiu consideravelmente no mês de abril, para US$ 86 bilhões, o que elevou o acumulado do ano para US$ 759 bilhões. Havia consenso entre os analistas de que a velocidade de expansão do crédito nos primeiros meses deste ano era insustentável e iria se reduzir.

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