Exportações competitivas com queda da CPMF

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) será reduzida de 0,38%, para 0,30%, a partir do próximo dia 17. Para o economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fábio Giambiagi, a redução vai beneficiar as exportações na medida em que tornará os produtos brasileiros um pouco mais competitivos. A CPMF é um imposto cumulativo. Quando o produto brasileiro chega ao porto para ser exportado, não se sabe exatamente o quanto de imposto ele carrega. Num carro, por exemplo, recolheu-se a CPMF no pagamento de salários, de peças, etc. Giambiagi lembra que a grande idéia da reforma tributária é manter a carga tributária, mas trocar estes impostos cumulativos pela tributação sobre valor agregado. A questão é como fazer isso, sem perder receita, disse. Fim da cobrança Sobre o que o governo fará quando a CPMF for extinta, em junho de 2002, o economista do BNDES disse que este assunto já deve ser motivo de preocupações. Para ele, caso seja difícil encontrar uma outra fonte de receita, a alternativa é que a contribuição seja mais uma vez prorrogada, com uma alíquota declinante.

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