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Exportações da Vale somam US$ 10 bi no ano, duas vezes mais que a Petrobrás

Distância entre as empresas cresceu porque as vendas externas da Petrobrás caíram 51% até maio

André Magnabosco, da Agência Estado,

19 de junho de 2013 | 13h24

SÃO PAULO - A mineradora Vale tem, mês a mês, consolidado a posição de maior exportadora do Brasil. Em maio, a companhia alcançou a marca de US$ 10 bilhões (preço FOB) exportados no acumulado do ano. No mesmo período, as vendas externas da vice-líder Petrobrás totalizaram US$ 4,943 bilhões, uma diferença de mais de 100%. Os dados constam em levantamento mensal divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

No ano passado, as vendas externas da Vale somaram US$ 25,570 bilhões. A Petrobrás, por sua vez, exportou US$ 22,109 bilhões, uma diferença de 15,6% entre elas. Essa distância cresceu neste ano graças, principalmente, à queda de 51,15% nas exportações da Petrobrás no acumulado de janeiro a maio. A Vale, por outro lado, registrou alta de 5,33% na receita com exportações no mesmo período.

Se por um lado a Vale tem se beneficiado com a alta dos preços do minério, por outro a Petrobrás continua a sofrer com a trajetória de queda do volume de óleo produzido em território nacional.

Em maio, as exportações da Vale somaram US$ 2,382 bilhões, alta de 9,20% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Petrobrás amargou uma queda de 33,80% em igual período, para um total de US$ 1,276 bilhão. Esses números consideram apenas as operações realizadas pelas próprias companhias, e não por controladas que possuam outro CNPJ, caso da BR Distribuidora.

Déficit. Além de ver a concorrente Vale cada vez mais distante na liderança do ranking dos exportadores, a Petrobrás também tem sofrido com o crescente déficit comercial, conforme sinaliza o levantamento do Mdic. As importações da petrolífera somaram US$ 18,246 bilhões entre janeiro e maio, resultando em um déficit de US$ 13,3 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano.

No mesmo período do ano passado, o déficit somava US$ 4,144 bilhões, fruto de US$ 14,262 bilhões em importação e US$ 10,118 bilhões exportados. A forte alta reflete o aumento das importações de combustíveis por parte da Petrobrás para atender a demanda doméstica por gasolina e diesel, por exemplo. A estatal também ampliou neste ano a compra externa de gás natural, de modo a atender à demanda gerada pelas operações de térmicas a gás acionadas para garantir a oferta de energia no País.

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