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Exportações de 26 setores caem no segundo trimestre

As exportações de 26 setores caíram, em média, 2,4% nas quantidades exportadas no segundo trimestre, comparado ao último trimestre do ano passado, conforme cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Embora o câmbio prejudique as vendas externas de forma geral, a evolução foi diferente conforme o setor analisado. Ocorreram quedas maiores nos grupos de agropecuária, têxtil e óleos e crescimentos específicos, como os casos do açúcar e café."Objetivo é ilustrar como os índices de quantum (quantidades) variam de forma significativamente distinta entre os diversos setores de atividade. Isso sugere que cada um deles deve ser influenciado por diversos fatores, e que a taxa de câmbio é apenas um deles", registra o trabalho realizado pelo economista do Ipea Marcelo Nonnemberg.De forma geral, as exportações de produtos básicos está avançando, já que o crescimento da demanda dos países compradores, como a China, compensa o efeito negativo do câmbio. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, as vendas do Brasil para a China cresceram 36%, dominadas, em grande parte, pelos produtos básicos.O vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, explicou que no caso dos produtos básicos o câmbio fraco pode afetar a rentabilidade, mas os mais prejudicados são os produtos industrializados. "No caso dos manufaturados, o real valorizado prejudica a competitividade dos produtos", afirmou. Ele disse que já está havendo quedas de quantidades exportadas de manufaturados.Na prática, o economista do Ipea também comparou a evolução das quantidades exportadas em 2004, ante 2003, período em que o câmbio estava mais forte, em torno de R$ 3,00, com os mesmos 26 setores. Neste caso, eles apresentaram crescimento médio de 19% nas quantidades exportadas e todos cresceram. Houve também variações de taxas de crescimento, que foram de 0,2%, caso da siderurgia, até 65% (peças e veículos).PrevisõesApesar do baixo desempenho das quantidade exportadas este ano, o valor das vendas externas tem crescido principalmente por conta dos preços mais altos. Na estimativa do Ipea, nos primeiros sete meses do ano a taxa de crescimento dos valores exportados foi de 15%, sendo que a maior parte (quase 12%) explicada pelos aumentos de preços.O instituto prevê que as exportações fecharão o ano em US$ 136 milhões, patamar superior à previsão atual de US$ 132 bilhões do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

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