Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Exportações de carne atingem volume recorde em agosto

É a primeira vez na história desse mercado que o País ultrapassa a barreira das 200 mil toneladas exportadas num único mês

Sandy Oliveira, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2021 | 16h49

As exportações brasileiras totais de carne bovina, in natura e processada, subiram 11% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2020 – de 191.141 para 211.850 toneladas. Já a receita teve variação positiva de 0,56%, para US$ 1,175 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. É a primeira vez na história desse mercado que o País ultrapassa a barreira das 200 mil toneladas exportadas num único mês, informa a Abrafrigo.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o volume das exportações recuou 1% em relação ao mesmo período de 2020, ficando em 1,283 milhão de toneladas. Já a receita foi 15% maior na mesma comparação: US$ 6,26 bilhões. Junto com Honk Kong, a China foi responsável por 59% da receita e volume exportado. Só em julho, o país asiático tinha comprado 100.962 toneladas da carne bovina in natura e processada brasileira.

De acordo com a Abrafrigo, o País foi beneficiado pela diminuição da oferta no mercado internacional, após a redução das exportações argentinas, devido à política de combate à inflação local, e da Austrália, onde o rebanho ainda não se recuperou de sucessivas perdas devido a secas e enchentes.

Depois da potência asiática, o segundo maior importador da proteína bovina brasileira até agosto foram os Estados Unidos. Segundo a entidade, o país adquiriu 66,4 mil toneladas no período, alta de 92,7% ante 2020. O Chile ocupa a terceira posição, com 62,6 mil toneladas, avanço de 24,4% na comparação com 2020.

Em seguida, o Egito, com 35,4 mil toneladas (-54.9%); as Filipinas, com 35,4 mil toneladas (+38,3%); e os Emirados Árabes, que compraram 29,0 mil toneladas (+13,5%). No total, segundo a Abrafrigo, 88 países aumentaram suas importações, enquanto outros 75 reduziram suas compra.

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