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Exportações de carne aumentam 14,7%

As exportações brasileiras de carne bovina foram de 760 mil toneladas de janeiro a outubro deste ano, o que correspondeu a uma receita de US$ 869,7 milhões. Segundo os Indicadores Pecuários divulgados hoje pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em volume, as vendas externas cresceram 14,7% no período. O resultado obtido nos 10 primeiros meses do ano permitem projetar um resultado de US$ 1,1 bilhão, com exportações de 1 milhão de toneladas até o final do ano, na avaliação do chefe do Departamento Econômico da CNA, Getúlio Pernambuco.Conforme os dados da CNA, elaborados em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (CEPEA-USP), em outubro passado foram exportadas 106,5 mil toneladas de carne bovina, ou o equivalente a US$ 114 milhões, o que corresponde a um crescimento de 16,5% em volume de 4,5% em valor, com relação ao mesmo mês de 2001. Os maiores compradores para a carne fresca resfriada foram o Chile e a Holanda, e para a carne in natura congelada, a Arábia Saudita, Egito, Rússia, Filipinas, Itália, Holanda e Reino Unido. Pernambuco e o assessor do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da entidade, Paulo Mustefaga, explicaram que a receita obtida com as exportações de carne bovina poderia ter sido maior se os preços do produto no mercado internacional não se mantivessem em queda. Segundo os dados da CNA o valor da tonelada da carne in natura recuou de US$ 2.055,00 em janeiro deste ano para US$ 1.860,00 em outubro passado.ArgentinaA queda nos preços segundo eles, ocorreu devido ao retorno da Argentina e dos países europeus ao mercado internacional, aliado às fortes desvalorizações cambiais registradas na Argentina e no Brasil. A Argentina e a Europa retornaram ao cenário externo depois de superarem os problemas sanitários registrados com a febre aftosa e com a doença da vaca louca. Com relação ao câmbio, eles explicaram que as empresas brasileiras deixaram de ganhar mais nas vendas externas porque os importadores - conhecedores dessa vantagem - forçaram a redução dos preços para manter as importações.Mustefaga disse que relatório da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) indica que o comércio internacional de carne bovina deverá fechar este ano com vendas de 5,8 milhões de toneladas, o que representará uma expansão de 6% em relação ao ano anterior. A recuperação da demanda pelo produto deve se concentrar na Ásia, principalmente nos mercados da Coréia, Malásia, Filipinas e Taiwan. Esse mesmo relatório, informou ele, indica um crescimento de 20% para as exportações do Brasil e da Argentina neste ano.

Agencia Estado,

11 de novembro de 2002 | 19h45

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