Exportações de Minas registram queda de 6,7%

Apesar de manter um saldo comercial positivo em US$ 2,115 bilhões entre janeiro e agosto de 2002, o Estado de Minas Gerais registrou queda de 6,7% nas exportações no período, totalizando US$ 3,866 bilhões. As informações constam de análise realizada pelo Centro Universitário Newton Paiva, em conjunto com a Fundação João Pinheiro. De acordo com a professora Elisa Maria Pinto da Rocha, coordenadora do Demonstrativo de Exportação de Minas Gerais (Demex), o desempenho negativo deve-se principalmente a três fatores: a queda dos preços do café no mercado internacional; a retração das vendas de veículos e tratores (a mais baixa dos últimos 8 anos); e também à queda das vendas para a Argentina.Rocha ressalva que, pela primeira vez no ano, o Estado registrou crescimento das vendas externas para os Estados Unidos, de 11,2%. "Registramos um aumento muito acima da média de crescimento das vendas do Brasil como um todo para os EUA, que foi de 2,3% no período".Segundo a pesquisa Demonstrativo de Exportação/Importação de Minas Gerais (Demex/Demim), o Estado foi responsável por 10,44% das exportações do País no período acumulado até agosto. A maior parte das vendas externas mineiras estão concentradas em produtos básicos (45,6%), seguida por manufaturados (29,9%) e semimanufaturados (24,5%).As exportações de minérios, principal produto da pauta de exportações de Minas Gerais (respondem por 29%) caíram 0,4% de janeiro a agosto, totalizando US$ 1,121 bilhão. Já os produtos siderúrgicos, segundo principal item da pauta do Estado (respondem por 21,9%) cresceram 4,7% no período, somando US$ 847,3 milhões.Entre as principais surpresas no período estão o café, que registrou queda de 16,3% de janeiro a agosto, totalizando US$ 460 milhões; os veículos e tratores, que também registraram queda, de 37,3%, somando US$ 199,6 milhões; e as vendas de papel e celulose, com US$ 160 milhões e queda de 31,5%.As maiores quedas, no entanto, foram registradas nas vendas de têxteis e calçados, com variação negativa de 50,9% e 50,7%, respectivamente. As vendas de têxteis somaram US$ 17,8 milhões de janeiro a agosto e as de calçados, US$ 3,3 milhões.Apesar de pouco expressivo, ao setor de bebidas registrou crescimento de 988,6% nos primeiros oito meses do ano, totalizando US$ 1,9 milhão. A segunda maior alta foi registrada nas exportações de laticínios, com variação positiva de 158,5%, totalizando US$ 9,2 milhões. O setor de confecções também registrou crescimento expressivo, de 114,7%, somando US$ 31,7 milhões.Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações mineiras, com US$ 677,5 milhões e crescimento de 11,2%; seguido pela China, com US$ 422 milhões e crescimento de 38,9%; e Itália, com US$ 212,8 milhões, com queda de 34,9%. A maior queda ficou por conta das vendas para a Argentina, com variação negativa de 67,8%, totalizando US$ 119,6 milhões. O crescimento mais expressivo aconteceu nas vendas para o Equador (puxado pelas vendas de produtos siderúrgicos), Rússia e Índia, que registraram crescimento de 272,1%; 155,6%; e 99,7%.

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