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Exportações do País para a Suécia estão longe do potencial

As exportações do Brasil para a Suécia ainda estão muito longe do potencial, segundo afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Atualmente, a Suécia está entre a 36ª e 39ª posição no ranking de destino das exportações brasileiras e o Brasil tem um "déficit comercial crônico" com aquele país.O último superávit na balança comercial do Brasil com a Suécia foi registrado em 1989, e não ultrapassou US$ 18 milhões. Para tentar elevar os negócios dos brasileiros com os suecos, está sendo realizado nesta tarde no Rio o Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Suécia. Segundo Augusto de Castro, a aproximação com a Suécia é importante porque o país é um forte importador de commodities e, por outro lado, poderia se associar a empresas brasileiras em investimentos de alto valor tecnológico.Em 2006, no acumulado de janeiro a julho, o déficit comercial do Brasil com a Suécia somava US$ 322 milhões. No período, as exportações do Brasil para esse destino somaram US$ 227 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 549 milhões. "O comércio ainda é muito pequeno, apesar da importância do país", alertou Augusto de Castro.O Brasil exporta especialmente café, álcool etílico, carnes e minério de cobre para a Suécia e importa sobretudo caminhões, autopeças e motores.Déficit 2006A balança comercial do Brasil com a Suécia já é deficitária em US$ 40 milhões no acumulado de janeiro a julho de 2006, segundo dados apresentados pelo diretor de planejamento e desenvolvimento do comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Fabio Martins Faria. No ano passado, o déficit na balança brasileira com a Suécia atingiu US$ 361,9 milhões.O Brasil é responsável por apenas 0,7% do total importado pela Suécia. Para elevar essa participação, Faria apresentou o que considera as potencialidades no comércio Brasil-Suécia, em seminário que está sendo realizado hoje no Rio.Segundo estudo do Ministério, os potenciais produtos a serem enviados do Brasil para a Suécia são petróleo bruto, aparelhos transmissores, caixas de marchas, pneus de automóveis e camisetas (t-shirt). São produtos que interessam bastante aos suecos, mas são pouco ou nada importados do Brasil.Mas para o chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, a principal oportunidade de negócios com a Suécia está nos investimentos daquele país no Brasil. Segundo ele afirmou no seminário, os suecos têm elevado o interesse em investimentos na América Latina, inclusive no Brasil.No mesmo evento, a embaixadora da Suécia no Brasil, Margareta Winberg destacou que hoje existem 180 empresas suecas com investimentos aqui, que empregam cerca de 4.400 pessoas. Segundo ela, a Suécia é o 10º país no ranking de investimentos no Brasil. Ela citou como exemplo que atualmente há interesses no setor elétrico, no qual há possibilidades de intercâmbio entre os dois países. Matéria alterada às 17h42 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 15h42

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