Exportações fracas fragilizam produção industrial, diz CNI

O coordenador de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, reconhece que a reduzida participação das exportações na produção industrial torna o setor mais sensível às oscilações da demanda interna e da política econômica. Sua avaliação é de que as vendas externas do setor precisam crescer não apenas para acomodar eventuais retrações do mercado doméstico, mas para impulsionar a própria economia do País. O economista da CNI ressalta que nesse caso também as exportações terão efeito sobre a produção industrial, já que a economia apresentaria menores restrições ao crescimento, possibilitando a redução dos juros e elevando a demanda e a atividade do setor. Apesar de ressaltar a necessidade de aumento das vendas externas industriais, a CNI alerta que o mercado doméstico sempre será preponderante para as empresas brasileiras, ao contrário do que ocorre em países como o Chile e os tigres asiáticos, que exportam mais de 50% da produção industrial. "Nós vamos ter sempre um super mercado doméstico, que é um dos principais atrativos do País", afirma Castelo Branco. "A questão é que a participação do mercado externo precisa crescer na maior parte das indústrias", emenda Augusto de Castro.

Agencia Estado,

15 de julho de 2002 | 15h16

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