Exportações para a Argentina têm pequeno aumento

As exportações brasileiras para a Argentina tiveram uma pequena melhora nas duas primeiras semanas de fevereiro, mas o resultado ainda é muito desfavorável para o Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações do Brasil para a Argentina acumuladas neste período apresentam, pela média diária, uma retração de 67,1% em relação às vendas de fevereiro do ano passado. Em relação a janeiro deste ano, a média diária das exportações teve um ligeiro crescimento, saltando de US$ 6,5 milhões para US$ 7,9 milhões. O Ministério do Desenvolvimento atribuiu esse aumento de um mês para o outro à elevaçãonas vendas de itens de material de transporte, como motores para veículos, autopeças e automóveis, além de geradores e transformadores elétricos. As importações brasileiras da Argentina nas duas primeiras semanas registram queda de 14,5% em relação à média de fevereiro de 2001. Em relação a janeiro deste ano, a média diária apresentam crescimento de 30,9%. Para o diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, esse aumento é muito pequeno e não pode ser considerado como recuperação. "É pouca coisa. Para o tamanho do comércio entre os dois países, essa diferença de um mês para o outro é muito pequena", afirmou Castro.Ele lembrou que a primeira semana de fevereiro teve apenas um dia útil, o que dificulta qualquer tipo de comparação. Segundo ele, o comércio do Brasil com a Argentina continua em ritmo muito lento porque não há segurança para os exportadores de que os argentinos vão honrar com o pagamento dos produtos. "Enquanto não se resolver problemas de linha de crédito, os valores das exportações continuarão baixos", afirmou. Os exportadores brasileiros, ressaltou o diretor da AEB, também esperam do governo o reforço no Convênio de Crédito Recíproco (CCR).

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