Exportações para argentina crescem 90% no 1º semestre

As exportações brasileiras para a Argentina estão superando todas as expectativas e aumentaram 90% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado. O salto nas vendas revela uma reversão completa após a queda de 53% das vendas externas do Brasil para esse destino no decorrer de 2002. José Augusto de Castro, diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), projetava um crescimento de, no máximo, 30% das exportações brasileiras com destino à Argentina neste ano e está surpreso com o desempenho, que vem superando muito a estimativa. A explicação para a disparada das vendas, segundo ele, é a falência de boa parte das empresas argentinas em conseqüência da moratória e da desvalorização cambial que arrasaram o país nos dois últimos anos. Assim, a produção doméstica está sendo substituída por produtos importados. Como o Brasil apresenta as facilidades do acordo do Mercosul e da proximidade geográfica, está se beneficiando dessa necessidade de importação dos argentinos. Fenômeno pontual Augusto de Castro avalia que esse "fenômeno" do mercado interno argentino prosseguirá favorável às exportações brasileiras até o final de 2004. "Esse é um fenômeno pontual. A tendência é que a Argentina volte a crescer e recupere a produção para abastecer com maior volume de produtos o mercado local", avalia. As exportações para a Argentina ficarão menos facilitadas para o Brasil, também, por causa do início da Alca, previsto para 2005. A partir daí, os negócios do Canadá, México e Estados Unidos com a América Latina estarão incentivados e os produtos brasileiros vão enfrentar maior concorrência no mercado do país vizinho.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 15h39

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