Exportações siderúrgicas caem só 1,35% no semestre

Mesmo com a crise internacional do setor siderúrgico, quatro empresas da área continuam figurando na lista das 40 maiores exportadoras brasileiras, divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), a Confab Industrial, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Açominas exportaram juntas US$ 614,2 milhões (FBO) de janeiro a junho deste ano, volume 1,35% inferior ao registrado em igual período de 2001.No mês de junho, porém, a queda foi mais expressiva: o recuo das vendas externas das quatro empresas de produtos siderúrgicos frente ao desempenho do ano anterior atingiu 37,3%, em parte por conta das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos. A CST, nona maior exportadora do País e primeira no ranking das siderúrgicas, obteve uma receita de US$ 264,6 milhões com as vendas externas no acumulado do ano, resultado 14,5% inferior ao observado em igual período de 2001. A companhia exporta principalmente placas de aço por lingotamento contínuo, segmento no qual responde por 20% da oferta global. Os US$ 125,9 milhões exportados de janeiro a junho garantiram à Confab a segunda colocação entre as maiores exportadoras de produtos siderúrgicos. A companhia, que até o mês passado se mantinha na quarta colocação, expandiu em 59,4% as remessas externas no acumulado deste ano, comparado com o mesmo período de 2001. Em junho, a fabricante de tubos e equipamentos registrou vendas externas de US$ 33,1 milhões, um aumento de 101% frente ao desempenho de igual mês do exercício anterior. Os embarques da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) totalizaram US$ 118,9 milhões no acumulado do ano, volume que, embora 6,3% inferior ao registrado em 2001, garantiu à empresa a manutenção do terceiro lugar entre as maiores exportadoras do setor. As vendas externas da companhia atingiram US$ 14,2 milhões em junho, o que denota uma queda de 54,7% se comparado com igual mês do ano passado.A companhia, que exporta principalmente placas, tem no Nafta seu principal mercado externo, para o qual destina 38% de suas vendas externas. A Europa também se apresenta como um importante destino, absorvendo 20% dos embarques, assim como a Ásia (19%). A expectativa é de que a fusão com a anglo-holandesa Corus venha a ampliar ainda mais a penetração dos produtos da brasileira no mercado externo, especialmente no continente europeu. A Açominas, que em maio figurava como segunda maior exportadora do setor siderúrgico, apareceu na quarta colocação no acumulado até junho, com US$ 104,8 milhões em remessas externas, resultado 2,3% inferior ao dos seis primeiros meses de 2001.Leia mais sobre o setor de Mineração e Siderurgia no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

Agencia Estado,

30 de julho de 2002 | 18h07

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