Exportações superam pela 1ª vez desempenho de 2001

As exportações brasileiras inverteram a queda e atingiram, pela primeira vez no ano, um resultado superior ao acumulado no mesmo período do ano passado. Segundo boletim divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, as exportações do País cresceram 0,6% de janeiro até a quarta semana de outubro em comparação a igual período de 2001. No resultado acumulado nos últimos 12 meses, a expansão é de 0,5%. A reação das exportações começou em julho, quando bateram recorde histórico. Até o fim de setembro, ainda eram 6,54% menores que as registradas nos nove primeiros meses do ano passado. O resultado da terceira semana de outubro, quando a queda chegou a apenas 0,3%, já apontava uma virada.O governo declarou, na ocasião, que esperava fechar o ano com um leve crescimento das exportações. Até agora, o valor das exportações soma US$ 48,959 bilhões em 2002 e, em 12 meses, US$ 58,532 bilhões.Os dados divulgados hoje mostram também que as exportações do País na quarta semana de outubro registraram o melhor desempenho semanal do mês, com US$ 1,675 bilhão. A média diária atingiu US$ 335 milhões, 24,5% maior que a média de US$ 269 milhões registrada na terceira semana de outubro. Esse aumento foi puxado pelo crescimento nas vendas de produtos manufaturados (49,1%) e básicos (8,6%). Os semimanufaturados tiveram retração de 8,8%.Em outubro, as exportações somam, até agora, US$ 5,441 bilhões, com média diária de US$ 286,4 milhões. Houve um crescimento de 25,9% na comparação com a média das quatro primeiras semanas de outubro de 2001, devido ao aumento das vendas em todas as categorias. Os produtos básicos tiveram expansão de 42,3% nas vendas ao exterior, puxadas, principalmente, por petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, fumo em folhas, carnes suína e de frango e café em grão.Os semimanufaturados cresceram 31,4%, puxados por óleo de soja em bruto, ferro fundido, celulose, semimanufaturados de ferro e aço e couros e peles. As exportações de manufaturados cresceram 16,4% graças ao desempenho de laminados planos de ferro e aço, óleos combustíveis, gasolina, chassis com motor, aviões, motores para veículos, automóveis de passageiros e bombas e compressores.

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