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Exportações têm queda recorde no Japão em novembro

Com resultado, país registra dois meses consecutivos de déficit comercial pela primeira vez desde 1980

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

22 de dezembro de 2008 | 06h34

As exportações japonesas tiveram em novembro a maior queda da história, levando o país a registrar dois meses consecutivos de déficit comercial pela primeira vez desde 1980. O dado consolidou a expectativa de aprofundamento da recessão numa economia altamente dependente das vendas externas. Em novembro, as exportações do Japão recuaram 26,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 5,327 trilhões de ienes (US$ 59,31 bilhões), de acordo com os números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério das Finanças.       Veja também:  China reduz juro básico e alíquota do compulsório Banco Central Europeu não seguirá juro zero norte-americano Governos precisam gastar mais no combate à crise, diz FMI Japão aprova recursos extras de auxílio à economia de US$54 bi Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise A balança comercial do Japão registrou déficit de 223,42 bilhões de ienes no mês passado, depois de ter apresentado resultado negativo de 67,69 bilhões de ienes em outubro. Foi o primeiro declínio mensal sucessivo desde outubro e novembro de 1980. A diminuição das vendas para o exterior - a maior desde que o Ministério começou a divulgar os dados, em janeiro de 1980 - foi causada predominantemente pela retração nos embarques de automóveis e autopeças para os EUA e a Europa, e de semicondutores para a China.Todas as regiões acompanhadas pela medição diminuíram as compras de produtos japoneses em novembro, incluindo a Ásia e o Oriente Médio. As exportações para os EUA tiveram a maior queda já registrada, com recuo de 33,8% em relação ao total de novembro de 2007. As vendas para a União Européia caíram 30,4% na mesma comparação - o segunda maior declínio já registrado - e os embarques para os demais países asiáticos diminuíram 26,7%, mesmo porcentual da queda recorde de junho de 1986. Para a América Latina, as vendas do Japão caíram 17,9%. As informações são da Dow Jones.

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