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Exportações terão em 2008 o menor crescimento em 5 anos

Governo estima aumento de 10%, já contando com desaceleração americana

Nilson Brandão Junior e Adriana Chiarini, RIO, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O Brasil deverá exportar o equivalente a US$ 172 bilhões no ano que vem, apenas 10% acima dos US$ 157 bilhões projetados para este ano. A estimativa foi divulgada ontem pelo Secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Será o menor crescimento das vendas externas brasileiras desde 2003. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já inclui "alguma piora" da economia americana."Ainda que tenha uma redução das importações americanas, isso vai afetar todos os países, inclusive o Brasil. Mas o Brasil está reduzindo sua vulnerabilidade a isso", comentou o secretário-executivo do ministério, Ivan Ramalho. Segundo ele, 20% das vendas externas brasileiras vão para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do Brasil, enquanto os 80% restantes estão "distribuídos por mais de uma centena de países".Ramalho também explicou que o Brasil quer reduzir os superávits comerciais que tem com os parceiros sul-americanos. Ele argumenta que o País vem aumentando as importações num ritmo mais intenso, em torno de 30% ao ano, e que nas compras de produtos de países asiáticos o aumento é ainda maior. Chega a 50% de crescimento, no caso da China. O presidente da AEB, Benedito Moreira, criticou a decisão, dizendo que o País parece estar "pedindo desculpas" aos parceiros, por estar ganhando no comércio exterior.De acordo com as projeções do Ministério do Desenvolvimento, a participação do País no comércio mundial passará dos atuais 1,15% para 1,25% até 2010, o que representaria exportações de US$ 208,8 bilhões ao fim do período.O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirma que a meta do governo para 2008 é factível. Mas alerta que a evolução das vendas externas brasileiras dependerá da conjuntura internacional. O maior risco é uma desaceleração mais forte da economia americana prejudicar a demanda por produtos brasileiros. A AEB projeta crescimento de 6% nas exportações para 2008, para US$ 168 bilhões. E aponta quatro produtos como os responsáveis pelo crescimento: minério de ferro, complexo de soja, petróleo e aviões da Embraer.

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