Exportador aprova fim da cobertura cambial

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, comemorou ontem a decisão do governo de retirar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38% sobre as exportações e de determinar o fim da cobertura cambial, isto é, a obrigatoriedade dos exportadores de trazer para País parte das receitas obtidas no exterior com as vendas de seus produtos."As medidas vão ajudar o desempenho das exportações", afirmou o executivo. Ele ressaltou que todas as decisões que reduzem os custos de exportação são bem vindas, especialmente neste momento em que o real está valorizado em relação ao dólar. De toda forma, ele ponderou que o principal problema para o setor exportador reside na valorização excessiva do real em relação ao dólar, que tira a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.Para o presidente da Abiec,o pacote cambial também deverá ter um impacto no câmbio. Com fim da obrigatoriedade da cobertura cambial, menos divisas provenientes das exportações ingressarão no País. Com isso, a tendência é de que o dólar tenha uma ligeira valorização em relação ao real.Apesar de aprovar a decisão do governo, Pratini de Moraes observou que as medidas chegaram tarde demais. "Quando eu era presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), 15 anos atrás, sugeri essas medidas", disse o executivo. Pratini observou que o Brasil é lento para tomar decisões e há uma defasagem de 15 anos em relação aos países desenvolvidos.

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