Exportador vê a hidrovia como alternativa para o agronegócio

Além da soja, o aumento da exportação do milho também tem esbarrado nas dificuldades logísticas para escoar o produto. O cereal tem baixo custo e, portanto, sofre ainda mais os efeitos da péssima infraestrutura, comenta o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Teixeira Mendes.

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

Em sua avaliação, a solução para o agronegócio brasileiro é a hidrovia. "Nos Estados Unidos, onde as distâncias são semelhantes às do Brasil, 60% da soja é transportada pelo Rio Mississippi, por exemplo." Hoje, apenas 5% da soja brasileira é transportada por hidrovia.

Os produtores têm tentado encontrar alternativas para escoar a produção, especialmente pelos portos do Norte. Nesse caso, uma pequena parcela da produção do Mato Grosso começa a ser transportada pelo Rio Madeira, mas a capacidade é limitada por causa do tamanho dos portos. No caso do milho, a carga está sendo exportada pelo Porto de Itacoatiara, no Rio Amazonas, diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Milho, Nelson Kowalski. Até chegar lá, a carga segue de caminhão até Porto Velho, depois é colocado em barcas e segue pelo Rio Madeira até Itacoatiara. De lá vai para o exterior.

A soja também tem feito esse percurso. A produção de Goiás começa a seguir pela Ferrovia Norte-Sul, até o Porto de Itaqui, no Maranhão.

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