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Exportadoras reclamam de peso de impostos na competitividade

Em pesquisa da CNI, empresas dizem que produtos perdem capacidade de competir no exterior com tributos

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

24 de junho de 2008 | 13h49

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre os Principais Problemas da Empresa Exportadora aponta que três quartos das empresas exportadoras têm a competitividade internacional comprometida pelo peso dos impostos. O capítulo do sistema tributário foi divulgado nesta terça-feira, 24, no site da CNI (www.cni.org.br). Os demais serão divulgados em julho. Segundo nota divulgada pela instituição, do total de 855 indústrias consultadas, 76% informaram que seus produtos perdem competitividade no exterior por conta dos tributos. As principais reclamações que, segundo as empresas entrevistadas, afetam a competitividade e inibem a decisão de exportar, são a cumulatividade de impostos, mecanismos lentos de desoneração e dificuldades em receber os créditos em dinheiro. De acordo com a pesquisa, o acúmulo de impostos na exportação afeta a decisão de exportar de 44,3% das empresas consultadas. Entre as empresas que têm decisão de exportar, 54,7% limitam a participação das exportações nas vendas, 31,3% diminuem parcialmente as exportações e 9,6% deixam de exportar.Entre os impostos que mais afetam a competitividade externa, segundo a pesquisa, estão a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em dezembro do ano passado, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços (ICMS), o PIS/Cofins e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).  A pesquisa aponta também que cerca de um quinto das empresas exportadoras não conhece os mecanismos de ressarcimento de tributos. Entre os que conhecem, 57,7% disseram ter dificuldades no ressarcimento.

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