Exportadores de carne pedem nova proposta para o PIS

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Industrializada (Abiec), Edvar Queiroz, disse que o setor não é contra o fim da cumulatividade na incidência do PIS e Cofins, apenas quer uma solução para não ter que pagar mais impostos. Edvar Queiroz fez esta afirmação ao comentar a declaração do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio, Sérgio Amaral, que o setor estaria bloqueando a votação, na Câmara dos Deputados, do fim da cumulatividade do PIS/Cofins. Pela proposta, com o fim da cumulatividade e sem uso de crédito presumido, o Cofins passaria de 3% para 7% e o PIS/Pasep teria uma nova alíquota de 1,65%, contra a atual taxa de 0,65%. A exemplo dos demais segmentos da agroindústria, diz ele, os frigoríficos querem do governo uma solução para poder contar com crédito presumido, ou ter uma redução na incidência dos impostos. As agroindústrias recolhem estes impostos na íntegra, porque as operações de compra da matéria-prima junto a produtores rurais pessoas físicas - que são a maioria dos fornecedores - não são tributadas pelo PIS/Cofins. Edvar Queiroz explicou que o setor poderia contar com algum tipo de crédito presumido, já que o PIS/Cofins é pago pelo produtor rural na compra de insumos, como defensivos, produtos veterinários, fertilizantes, máquinas e equipamentos agrícolas. Pelos cálculos da Abiec, as exportações seriam fortemente afetadas a partir do próximo ano com a elevação da alíquota destes impostos para cerca de 9%, como estava na proposta em votação, o que comprometeria ainda mais as margens do setor. Na opinião de Edvar Queiróz, uma solução que deve ser encontrada pelo próprio governo seria o fim da cobrança do PIS/Cofins nas operações da agroindústria.

Agencia Estado,

28 de junho de 2002 | 17h31

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