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Exportadores temem perder 2 milhões de toneladas de soja

Diante da constante recusa da China em receber soja do Brasil, os exportadores acreditam que não conseguirão desembarcar nos portos chineses os 2 milhões de toneladas de grãos referentes a contratos fechados. "Com o impasse das últimas semanas, está cada vez mais difícil entregar o volume já compromissado com a China. Novos negócios, nem pensar", disse o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes.Na segunda-feira, o governo foi comunicado de forma oficial que a China barrou o desembarque de um novo carregamento, desta vez de 61 mil toneladas. A justificativa é a mistura de sementes tratadas com fungicidas com a soja em grão. Até maio, os exportadores brasileiros fecharam contratos para fornecimento de 5 milhões de toneladas de soja para a China. Desse total, 3 milhões de toneladas já foram entregues. O restante, 2 milhões de toneladas, tinha previsão de entrega ao longo dos próximos meses. "Mas os embarques estão praticamente parados", disse Mendes.Ele negou-se a comentar as análises que apontam que a intenção da China é rever contratos fechados quando os preços internacionais estavam mais altos. O presidente da Anec disse, no entanto, que os 5 milhões de toneladas foram vendidos para a China a preço médio de US$ 340 por tonelada. Hoje, o preço internacional é de cerca de US$ 240 por tonelada. Com a recusa em receber mais uma carga brasileira, sobe para 239 mil toneladas o volume de soja rechaçada pelas autoridades chinesas. Oito empresas estão proibidas por Pequim de vender soja brasileira: Bianchini, Cargill Agrícola, Irmãos Trevisan, Noble Grain, Louis Dreyfus, ADM, Libero Trading e Cargill Internacional.As estimativas iniciais da Anec indicavam embarques de 7 milhões de toneladas para a China em 2004, acima dos 6 milhões do ano passado. A Anec não fez uma nova estimativa.

Agencia Estado,

01 de junho de 2004 | 19h50

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