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Exterior ampara alta do dólar após cinco quedas consecutivas

Valorização da divisa no cenário internacional e a fraqueza das principais bolsas de valores impulsionaram a alta

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

16 de outubro de 2009 | 17h19

O mercado de câmbio doméstico encerrou com o dólar valorizado frente ao real nesta sexta-feira, 16, pressionado por ajustes após as últimas baixas. A alta da moeda no cenário externo e a fraqueza das principais bolsas de valores também contribuíram. A divisa terminou em alta de 0,35%, a R$ 1,707 na venda, longe da máxima da sessão, quando subiu 1,47%. No acumulado da semana, contudo, o dólar recuou 1,73%. Em outubro, a depreciação é de 3,72%.

Segundo o gerente de negócios da Casa Paulista Assessoria Bancária, Carlos Alberto Postigo, a perda de fôlego da moeda norte-americana ao longo do dia esteve ligada à venda da moeda por parte de bancos, que aproveitaram o repique da divisa para lucrarem com cotações mais altas.

Segundo ele, também respaldou o avanço das cotações o menor apetite por risco no cenário internacional diante de resultados corporativos decepcionantes nos Estados Unidos. "O mercado lá fora hoje está ruim, o que favoreceu ajustes no dólar", considerou.

Pela manhã, o Bank of America divulgou um prejuízo acima do esperado, enquanto a General Eletric informou uma receita aquém das expectativas. Os números ruins levavam os índices acionários em Wall Street para o território negativo, ao mesmo tempo em que o Ibovespa retrocedia 0,8 por cento no final da tarde.

Com a maior aversão a risco, investidores deixavam aplicações consideradas mais ousadas e buscavam dólares, o que valorizava a moeda no mercado global de divisas.

Retorno do IOF

A alta do dólar frente ao real ocorreu em meio a notícias veiculadas pelo jornal O Estado de S. Paulo de que o governo teria retomado discussões nesta semana sobre a volta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os ingressos de recursos no país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou após evento sobre a transposição do rio São Francisco que não há previsão de se "fazer qualquer taxação em lugar nenhum".

Já o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, preferiu não comentar "rumores" sobre a volta do imposto, e disse que a maior parte dos fluxos de entradas estão se direcionando ao mercado de ações, e não a ativos de renda fixa.

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