Exterior melhora, Bolsa sobe e retoma nível de 56 mil pontos

Cenário:

ANA LUÍSA WESTPHALEN , O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2012 | 02h09

Os fortes ganhos das principais bolsas mundiais levaram a Bovespa a retomar, ontem, o patamar de 56 mil pontos perdido na última sexta-feira. O apetite por risco foi alimentado pela expectativa em torno de uma solução para o abismo fiscal dos Estados Unidos e por indicadores norte-americanos positivos. Nesse ambiente, o dólar cedeu ante a maioria das divisas, ainda que o recuo em relação ao real tenha perdido ímpeto no fim do dia.

O Ibovespa encerrou os negócios com alta de 1,89%, aos 56.450,86 pontos. No mês de novembro, a Bolsa ainda acumula queda de 1,08%, e, no ano, tem perda de 0,53%. O volume financeiro foi consistente para uma véspera de feriado - hoje, as principais praças de negócios estarão fechadas em virtude do dia da Consciência Negra -, somando R$ 7,832 bilhões. Desse total, cerca de R$ 2,6 bilhões correspondem ao movimento do exercício de opções sobre ações.

As ações ON e PN da Petrobrás apresentaram ganhos de 0,66% e 0,53%. Já a Vale viu seus papéis ON e PNA subirem 1,32% e 1,21%, nesta ordem. Das 69 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas oito fecharam no vermelho. Eletrobrás PNB apresentou a perda mais expressiva, ao despencar 15,43%, seguida por Eletrobras ON, com baixa de 13,40%. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,65%, enquanto o S&P 500 se valorizou 1,99%.

O dólar se manteve em queda ante o real ao longo de todo o dia. No mercado à vista de balcão, a moeda dos EUA fechou em baixa de 0,05%, a R$ 2,0790. A mínima foi de R$ 2,0700 (-0,48%) e a máxima de R$ 2,0800 (estável). O volume financeiro foi um pouco mais modesto, em meio a vários feriados na agenda: o da Proclamação da República, da última quinta-feira, e o da Consciência Negra, hoje, nas principais praças brasileiras.

No mercado de renda fixa, com liquidez estreita, as taxas futuras de juros passaram por um ajuste de queda, após os ganhos consistentes vistos na semana passada. Também contribuiu para o movimento de baixa o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrando que o mercado espera um Produto Interno Bruto (PIB) de 3,96% em 2013, abaixo dos 4,00% estimados em levantamento anterior. Mas o governo segue confiante. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, reafirmou que o País deve crescer entre 4% e 5% ao longo de 2013. A taxa do contrato de juro com vencimento em janeiro de 2014 terminou na mínima de 7,33%, de 7,38% na sexta-feira.

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