Exterior piora, Bolsa cede 1,45% e perde o nível de 57 mil pontos

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h11

Após ganhos de mais de 4% na semana passada, os investidores da Bovespa encontraram na aversão a ativos de maior risco que prevalecia desde cedo no exterior um bom motivo para realizar lucros por meio da venda de papéis. Com isso, o Ibovespa cedeu 1,45% ontem, aos 56.737,10 pontos, e voltou a acumular perdas no mês e no ano, respectivamente de 0,58% e 0,03%.

Em meio ao ambiente internacional deteriorado, a queda das ações de Vale e Petrobrás foi decisiva para que a Bolsa brasileira perdesse o patamar de 57 mil pontos. As ações ordinárias da Petrobrás caíram 2,27% e as preferenciais cederam 1,83%, refletindo dados sobre a produção de petróleo divulgados durante o dia de ontem. Já Vale ON recuou 0,84%, enquanto a ação PNA da mineradora teve baixa de 0,50%.

O pessimismo externo teve como origem a cautela em relação aos Estados Unidos e à Grécia. No primeiro caso, a falta de avanço nas negociações sobre o abismo fiscal seguiu preocupando. Já em relação aos gregos, a expectativa, ao longo do dia, com a reunião dos ministros de finanças da zona do euro (Eurogrupo) manteve a cautela entre os investidores, o que se refletiu nas bolsas da Europa e dos Estados Unidos. Ao fim da sessão em Nova York, o índice Dow Jones indicou queda de 0,33% e o S&P-500 recuou 0,20%.

O quadro de incertezas no exterior ajudou o dólar a ganhar terreno ante boa parte das demais moedas de países exportadores de commodities. Em relação ao real, no entanto, o dia foi de volatilidade, com o mercado dividido entre as repercussões da intervenção feita pelo Banco Central (BC), na última sexta-feira, e a piora dos ativos de maior risco em âmbito global, o que favorece a procura pelo dólar, considerado um porto seguro. Entre idas e vindas, a divisa dos Estados Unidos terminou com discreta baixa de 0,05% no mercado de balcão, cotada a R$ 2,0820.

O ambiente ruim no exterior também comandou a queda das taxas dos contratos futuros de juros, sobretudo nos vencimentos mais longos. A revisão em baixa das perspectivas de crescimento do País em 2013, contida no Boletim Focus divulgado pelo BC, e o dólar acomodado em R$ 2,08 avalizaram o movimento de baixa visto nas taxas. Ao fim do dia, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2017 marcou 8,73%, ante os 8,76% da última sexta-feira. Já o contrato de juros para janeiro de 2021 ficou em 9,36%, ante os 9,41% da sessão anterior.

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