Extra aposta na venda de roupas

O Extra está se desdobrando para acabar com o tabu de que roupa vendida em supermercado é de má qualidade. Depois de lançar neste ano coleções assinadas pelo estilista Marcelo Sommer e contratar a atriz Camila Pitanga como garota-propaganda, a rede resolveu reformar as lojas e tornar a área de têxteis mais sofisticada.

O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2012 | 02h06

Um projeto-piloto com o novo layout foi iniciado em maio, no Extra Jaguaré, em São Paulo. Neste mês, a empresa vai levar o novo conceito para outras 22 lojas. Até o fim do ano, os cem hipermercados da rede estarão adaptados. As lojas terão vitrine, provador, piso e araras mais sofisticados e caixa exclusivo. "Queremos transformar esse espaço em algo parecido com o que temos em redes especializadas em roupas", diz o diretor comercial têxtil do Extra, Sidnei Fernandes de Abreu, ex-executivo da C&A.

A expectativa de Abreu é de que as vendas da categoria cresçam cerca de 20% após a mudança. Abreu não revela qual a participação do segmento de têxteis nas vendas do Extra, mas admite que a margem de lucro é maior do que a de alimentos. "Mas não é só por isso que estamos investimento nos têxteis", ressalta.

Segundo ele, a mudança faz parte da estratégia do Extra de adaptar seus hipermercados ao conceito de varejo one stop shop. "O cliente já vai no Extra para comprar alimento. Isso está muito claro. Queremos que ele aproveite a ocasião para levar outros produtos."

IMÓVEIS

Brookfield: sem projeções

A incorporadora Brookfield seguirá suas concorrentes Tecnisa e PDG e não divulgará aos investidores suas projeções de lançamentos para 2013. A empresa continuará a informar estimativas de vendas. "O lançamento não é um bom indicativo financeiro. Não vejo que diferença faria para o valor da empresa se lançássemos um projeto em janeiro em vez de dezembro", explicou Nicholas Reade, presidente da empresa. Com três lançamentos em dezembro, que somam R$ 1,15 bilhão, a Brookfield atingirá o ponto mínimo do estimado para lançamentos em 2012 - entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Dori compra a Noblan

A Dori Alimentos, maior indústria nacional de balas e confeitos, com vendas anuais de R$ 500 milhões, fechou a compra da Noblan, empresa familiar de Bauru (SP). Com a aquisição, cujo valor não foi divulgado, a Dori entra em novos mercados, como barras de chocolate e ovos de Páscoa, e deve reforçar a presença nas classes C, D e E.

PESQUISA

Boeing fará pesquisa

com USP e UFMG

O vice-presidente de pesquisa e tecnologia da Boeing, Mattew Ganz, passou pelo Brasil na semana passada e fechou acordos de cooperação com a USP e a UFMG. Com a primeira, vai estudar o comportamento de multidões e, com a UFMG, pesquisará biomateriais. A empresa já anunciou a criação de um centro de pesquisa por aqui e quer estreitar relações com o Brasil - que ampliou dramaticamente seus gastos com equipamentos de defesa nos últimos quatro anos. O governo pretende comprar 36 caças (de fabricante ainda não definido) assim que o ritmo de crescimento brasileiro melhorar.

BEBIDAS

Brasil Kirin assume

distribuição de saquê

Antes de comprar a Schincariol, no ano passado, a japonesa Kirin já tinha um negócio no Brasil: a indústria Tozan, fabricante do saquê Azuma Kirin. Mas só agora a Tozan começa a ser beneficiada pela maior presença da matriz no Brasil. A Brasil Kirin (novo nome da Schin) assume a distribuição do saquê, que é produzido pela Tozan, em Campinas (SP).

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